Ciência

Estudo revela que aquecimento global do passado devastou florestas por mais de 100 mil anos

Em apuração ?

Pesquisa mostra que evento climático há 56 milhões de anos causou perda de 60% da vegetação em região que hoje é Wyoming, EUA

Folhas fossilizadas analisadas para estudo sobre aquecimento global no PETM
Imagem: Aventuras na História

Um estudo publicado em agosto aponta que o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno promoveu intenso aumento de CO₂ na atmosfera, responsável pela queda drástica da cobertura vegetal e uma lenta recuperação ecológica, oferecendo lições para o presente.

Um episódio de aquecimento global ocorrido há cerca de 56 milhões de anos teve um efeito devastador sobre as florestas terrestres, segundo um estudo publicado no dia 13 de agosto na revista Science. Durante o período conhecido como Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), o aumento dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera causou a perda de aproximadamente 60% da cobertura vegetal de uma floresta localizada no que hoje é o estado americano de Wyoming. A regeneração completa dessa vegetação levou mais de 100 mil anos, de acordo com a pesquisa.

Segundo Regan Dunn, paleobotânica do Museu de História Natural do Condado de Los Angeles e coautora do estudo, “a Terra nunca experimentou uma liberação de carbono no ritmo que estamos criando hoje”. Para ela, o PETM oferece uma das melhores perspectivas para entender como o clima e os ecossistemas respondem a uma liberação maciça de carbono antes da interferência humana.

Para investigar essas mudanças ambientais, os pesquisadores analisaram fragmentos de folhas fossilizadas extraídos da Bacia de Hanna, em Wyoming. A análise detalhada das células preservadas permitiu determinar a quantidade de luz solar que as folhas recebiam durante seu crescimento, utilizando a diferença entre folhas destinadas ao sol e folhas de sombra — características que se manifestam no tamanho das células, explicou Dunn em entrevista à revista Nature.

Este estudo ainda não foi confirmado por outras fontes além do portal Aventuras na História, onde as informações foram inicialmente divulgadas. O clube de pesquisadores envolvidos no estudo não foi mencionado, nem se manifestou sobre novas e possíveis descobertas relacionadas ao tema.

Apesar das limitações e da necessidade de mais confirmações, as conclusões da pesquisa são um alerta para os desafios atuais das mudanças climáticas. Com a rápida liberação de carbono na atmosfera provocada pelas atividades humanas, entender os impactos a longo prazo sobre florestas e ecossistemas pode ajudar a guiar políticas ambientais e estratégias de mitigação no presente.

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O que sabemos?

  • O aquecimento global há 56 milhões de anos causou perda de 60% da vegetação em Wyoming.
  • Foi necessário mais de 100 mil anos para a floresta se recuperar totalmente.
  • O aumento do CO₂ atmosférico foi responsável pelas mudanças.
  • O estudo foi publicado na revista Science em 13 de agosto e divulgado pelo portal Aventuras na História.

Fontes

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