Ciência

25 anos do registro espacial do 11 de setembro revelam imagem que marcou história

Em apuração ?

Foto capturada por astronauta da NASA mostra os efeitos dos ataques de 2001 do espaço

Imagem da fumaça inspirada na captura do espaço em 2001, com Manhattan ao fundo.
Imagem: Revista Galileu

Em 9 de setembro de 2026, a NASA relembrou uma imagem do espaço que capturou a fumaça dos ataques de 11 de setembro, há um quarto de século.

Há 25 anos, uma imagem única do espaço capturada pela Estação Espacial Internacional (ISS) se tornou um símbolo duradouro do dia fatídico de 11 de setembro de 2001. Segundo informações divulgadas pela NASA, o astronauta Frank Culbertson, que na época estava a cerca de 400 km acima da Terra, foi o responsável por registrar a poderosa coluna de fumaça se espalhando sobre Manhattan. A fotografia, que mostra a fumaça se estendendo ao sul da cidade, é considerada um dos registros mais impactantes da tragédia vistos de uma perspectiva espacial. Culbertson, que começou a documentar os eventos assim que soube dos atentados, relatou que a imagem revelava detalhes tão impressionantes que pareciam quase irreais. Em uma carta escrita nos dias posteriores ao ocorrido, ele descreveu como a fumaça apresentava uma aparência estranha na base da coluna, sugerindo que ele teria testemunhado o momento do colapso da segunda torre ou logo depois, descrevendo a cena como “um horror”.

O astronauta revelou ainda uma conexão pessoal ao lembrar que seu antigo amigo e colega da Academia Naval dos Estados Unidos, Charles Burlingame, era o piloto do voo 77 da American Airlines, um dos aviões sequestrados e que atingiu o Pentágono. Ainda na época, Culbertson refletiu sobre a dor do momento, resumindo o sentimento com a frase: “As lágrimas não fluem da mesma forma no espaço”. A partir de sua posição privilegiada, ele também tentou observar sinais de fumaça próximos à Washington, mas as condições atmosféricas dificultaram a tarefa. Ainda assim, para ele, o impacto do evento na Terra era evidente, mesmo de uma distância tão grande. Segundo a revista Galileu, ainda não confirmado oficialmente, a imagem capturada há 25 anos permanece um retrato emblemático daquele dia, reforçando a dimensão da tragédia e o alcance das consequências daquele episódio na história mundial.

Os ataques de 2001 envolveram o sequestro de quatro aviões comerciais por membros da Al-Qaeda. Dois foram lançados contra as Torres Gêmeas, no World Trade Center, provocando sua queda. Um terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa, enquanto o quarto caiu na Pensilvânia após uma reação de passageiros. O total de vítimas fatais alcançou 2.977 pessoas, conforme dados do Memorial e Museu do 11 de Setembro. Apesar de a visão do espaço não permitir observar os detalhes nas ruas, Culbertson tentou identificar sinais de fumaça próximas à capital federal, mas a nebulosidade complicou sua tarefa. Para ele, era “horrível ver a fumaça saindo das feridas do seu próprio país de uma perspectiva tão privilegiada”. A experiência de acompanhar uma tragédia do espaço, enquanto sua missão era relacionada a melhorar a vida na Terra, deixou uma marca difícil de esquecer, uma contradição que, segundo ele, “não importa quem você seja”.

Com o passar do tempo, o registro espacial de 2001 se consolidou como uma peça importante na memória coletiva dos acontecimentos daquele dia. Ainda que ainda não tenham sido confirmadas outras versões ou imagens adicionais, a importância do momento, especialmente para os que vivenciaram ou estudam a história daquele período, permanece inabalável. A imagem, divulgada oficialmente pela NASA, serve como um lembrete de como a visão do espaço pode oferecer uma perspectiva incomum sobre tragédias humanas, reforçando o papel da ciência e da tecnologia na documentação de momentos históricos.

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O que sabemos?

  • Astronauta Frank Culbertson registrou a fumaça dos ataques de 11 de setembro de espaço.
  • A imagem foi capturada na órbita da Terra em 2001, durante o ataque às Torres Gêmeas.
  • A foto mostra a fumaça se espalhando ao sul de Manhattan.
  • Culbertson identificou seu amigo Charles Burlingame como piloto de um dos aviões sequestrados.
  • Segundo fonte ainda não confirmada, a imagem completa de 2001 ganha destaque 25 anos depois.

Fontes

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