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Temporal de granizo causa prejuízo de R$ 12 milhões em lavouras de café no Noroeste Fluminense

Em apuração ?

Chuva forte e granizo atingiram o distrito de Santa Clara e devastaram plantações, afetando produção e economia local

Imagem: G1

No dia 22 de setembro, uma tempestade com granizo e ventos fortes destruiu cerca de 1.200 hectares de lavouras de café em Porciúncula, provocando prejuízos estimados em R$ 12 milhões. Os danos ameaçam a próxima safra e exigem apoio dos governos estadual e federal

Na tarde de 22 de setembro, o distrito de Santa Clara, em Porciúncula, no Noroeste Fluminense, foi tomado por uma tempestade que trouxe chuva de granizo e ventos intensos, deixando um rastro de destruição e prejuízos financeiros considerados de aproximadamente R$ 12 milhões. Segundo levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio) e de secretarias municipais, cerca de 1.200 hectares de lavouras de café foram atingidos pelo evento climático, que ocorreu na fase de floração e formação dos primeiros frutos das plantas. Ainda de acordo com as fontes, o impacto não só compromete a produção atual, mas também pode afetar as próximas colheitas, uma vez que os danos causaram ferimentos nas plantas, facilitando a entrada de doenças e dificultando a recuperação.

Imagens registradas antes e depois da tempestade mostram a transformação do cenário: enquanto antes as plantações estavam carregadas de folhas e flores, refletindo um período de expectativa para a safra, após a chuva de granizo o panorama passou a ser de destruição, com galhos quebrados, folhas espalhadas pelo chão e plantas severamente prejudicadas. O produtor rural José Antônio Bento relatou que viu uma plantação que levou meses para se desenvolver ser devastada em menos de uma hora de chuva. “Perdemos praticamente 80% de toda a nossa produção. É um prejuízo de 100 a 150 sacas, que compromete até a produção do ano que vem. Fazia 31 anos que não passava uma chuva dessas aqui. Caíram postes, faltou energia e ficamos isolados. A gente não sabia o que fazer”, afirmou.

Segundo o secretário de Desenvolvimento da Cafeicultura de Porciúncula, Luciano Ferreira, o município está adotando providências para buscar apoio junto aos governos estadual e federal. “Esse prejuízo na nossa região é imenso. Somos formados por pequenos produtores, o que piora ainda mais a situação, pois a renda deles vem toda dali. Estamos fazendo ofícios, pedindo socorro aos governos, para que intercedam junto aos bancos com facilidades de empréstimos, juros baixos e prazos mais longos”, explicou. A recuperação das áreas atingidas deve levar até três anos, tempo estimado pelos agricultores para que as lavouras possam se recuperar plenamente. Ainda não há confirmação de assistência oficial ou de recursos liberados até o momento, e o clube não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Apesar de toda a devastação, não há registro de vítimas humanas ou de danos a outras infraestruturas além da destruição das plantações. O episódio reforça o impacto que fenômenos climáticos extremos podem causar para os pequenos agricultores, que representam a maior parte da produção local de café na região. A esperança agora é que o apoio necessário seja proporcionado rapidamente para amenizar os efeitos econômicos e ambientais da tempestade.

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O que sabemos?

  • Temporal de granizo atingiu Porciúncula em 22 de setembro.
  • Prejuízos estimados em R$ 12 milhões.
  • Cerca de 1.200 hectares de lavouras de café foram afetados.
  • Danos dificultam a recuperação das plantas e podem comprometer as próximas safras.
  • Recuperação estimada pode levar até 3 anos.

Fontes

  • G1 imprensa
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