Doações de empresários ao PL crescem após primeiro turno, enquanto PT registra valores modestos
Setores de finanças, mineração e combustíveis lideram doações ao partido de Flávio Bolsonaro
Empresários de setores estratégicos do mercado financeiro, petróleo e mineração doaram R$ 2,3 milhões ao Partido Liberal após o primeiro turno das eleições presidenciais. O PT, por sua vez, declarou apenas R$ 85 mil em doações nesse período, provenientes do setor sucroalcooleiro.
Segundo informações apuradas, a partir de dados divulgados por fontes, o Partido Liberal (PL), partido do presidenciável Flávio Bolsonaro, recebeu uma soma expressiva de R$ 2,3 milhões em doações de empresários de setores como finanças, combustíveis e mineração. Essa quantia foi recolhida após a realização do primeiro turno das eleições, quando Flávio terminou a votação com aproximadamente 2 milhões de votos a mais que o então presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com a fonte consultada, o interesse de grandes doadores por partir ao PL parece ligado à vitória de Flávio no primeiro turno e à expectativa de influência política ou benefícios futuros a partir de suas ações. Ainda assim, essas doações não aparecem diretamente no sistema de prestação de contas oficial das campanhas, pois muitas dessas doações foram feitas para partidos políticos de forma indireta, por meio de doações às agremiações. Essas ações ocorrem em sistemas separados e, por isso, sua transparência tem sido questionada por analistas.
Já o PT, do ex-presidente Lula, declarou, desde o dia 4 de outubro, valores muito inferiores às doações ao PL, totalizando cerca de R$ 85 mil em doações de representantes do setor sucroalcooleiro. A diferença no volume de doações entre os dois partidos é notável, com o valor ao PT representando apenas 3,7% do recebido pelo PL nesse período, segundo a fonte única apurada.
Especialistas destacam que setores tradicionais de infraestrutura, mineração, finanças e combustíveis, que geralmente dependem de contratos com o governo ou estão sob regulação de agências, têm mostrado maior preferência por contribuir para o partido de Flávio Bolsonaro nesta etapa da eleição. Esses setores, que têm forte interesse na manutenção ou expansão de suas operações com o Estado, parecem apostar que o alinhamento político pode favorecer seus negócios futuros, embora essa prática ainda não tenha sido confirmada oficialmente e gere debates sobre a transparência das doações eleitorais.
Além dos valores, a movimentação no cenário político-eleitoral também se dá na prática das campanhas, como durante agendas públicas de candidatos. Por exemplo, durante eventos em São Paulo, enquanto Lula cumprimentava apoiadores na Avenida Paulista, Flávio Bolsonaro posava para selfies com apoiadores na mesma cidade, numa agenda de campanha que reforça os momentos de ativismo de cada um na corrida presidencial.
O que sabemos?
- Setores de finanças, mineração, combustíveis e infraestrutura doaram R$ 2,3 milhões ao PL após o primeiro turno.
- O PT declarou R$ 85 mil em doações de representantes do setor sucroalcooleiro desde o dia 4 de outubro.
- A doação ao PL representa 96,3% do total recebido pelos partidos na mesma fase.
- Grande parte das doações ao partido de Flávio ocorre por sistemas não diretamente vinculados às campanhas oficiais.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- UOL Notícias imprensa





