Setor de saneamento intensifica investimentos para enfrentar extremos climáticos e reduzir perdas de água
A busca por infraestrutura mais resistente e eficiente é prioridade até 2033, com foco na universalização dos serviços.
Diante dos eventos climáticos extremos, o setor de saneamento no Brasil visa reforçar suas redes e reduzir desperdícios. Estudos apontam que quase metade da água tratada é perdida antes de chegar às residências, incentivando melhorias na gestão e modernização.
O setor de saneamento brasileiro está se preparando para um cenário de maior frequência de eventos climáticos extremos, como o El Niño, que podem sobrecarregar e comprometer a infraestrutura de abastecimento de água. De acordo com informações divulgadas por fontes ligadas ao setor, há um esforço para ampliar a resiliência das redes até 2033, ano em que o Brasil pretende alcançar a universalização do acesso à água potável e ao tratamento de esgoto. Segundo relatos de uma fonte que acompanha o tema, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (Asfamas), a indústria de materiais para saneamento pode atuar de forma decisiva nessa adaptação, fornecendo produtos que tornam os sistemas mais resistentes, confiáveis e duráveis. Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da associação, destacou que “um material mais durável pode significar menos substituições, intervenções e consumo de recursos por décadas”, ressaltando que a qualidade e a durabilidade desses materiais impactam fatores econômicos, ambientais e sociais ao longo da vida útil das redes. Ainda de acordo com ele, a infraestrutura existente deve ser prioridade, já que redes mais estanques e confiáveis reduzem perdas e falhas durante eventos climáticos extremos. A modernização também passa pelo combate às perdas de água, uma questão que, segundo dados não confirmados oficialmente, é considerada fundamental para o avanço na universalização. Um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados aponta que, em junho deste ano, cerca de 40% da água tratada no país foi descartada antes de chegar às torneiras, evidenciando perdas no sistema de distribuição. Para a entidade Abcon, a redução dessas perdas é crucial, pois permite um uso mais eficiente dos recursos já investidos. Christianne Dias, diretora-presidente da associação, afirmou que “a meta de chegar a 25% de perdas até 2033, representa um ganho importante de eficiência e sustentabilidade para todo o setor”, ressaltando que investimentos em tecnologia, medição e gestão serão essenciais para atingir esse objetivo. Entre os estados brasileiros, 16 apresentam índices de perdas superiores à média nacional, que é de aproximadamente 39,5%, com alguns estados estaduais chegando a mais de 65%. Estados como Alagoas e Roraima registram perdas na distribuição ao redor de 66%, enquanto outros, como Pará e Maranhão, também apresentam números significativamente altos, acima de 55%. Essas perdas ocorrem por motivos variados, como vazamentos, erros de medição e consumo não autorizado, gerando impactos negativos ao meio ambiente, às receitas das empresas de saneamento e elevando os custos ao consumidor final. Especialistas indicam que esses desperdícios, além de prejudicarem a sustentabilidade financeira e ambiental, aumentam a pressão sobre os recursos hídricos do país, cuja gestão ainda enfrenta desafios históricos. Segundo dados ainda não confirmados oficialmente, o acompanhamento dessas perdas será essencial para que o Brasil atinja suas metas de saneamento até 2033, promovendo uma gestão mais inteligente dos recursos hídricos e reforçando a infraestrutura contra os efeitos das mudanças climáticas.
O que sabemos?
- O setor de saneamento busca reforçar infraestrutura até 2033 para enfrentar eventos climáticos extremos.
- A indústria de materiais para saneamento pode contribuir com produtos mais resistentes.
- Cerca de 40% da água tratada no Brasil é desperdiçada antes de chegar às residências.
- Meta de redução de perdas para 25% ao longo dos próximos anos.
- Certas regiões apresentam perdas superiores a 55% na distribuição de água.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





