URGENTE Brasil

Um mês após tornado, moradores de Pedro Osório continuam na luta pela reconstrução

Em apuração ?

Sete das dez famílias afetadas ainda não conseguem voltar para casa após passagem de tempestade que destruiu suas propriedades

Imagem de uma residência parcialmente destruída por tornado em Pedro Osório
Imagem: G1

Moradores de Pedro Osório, no Rio Grande do Sul, permanecem em reconstrução um mês após o tornado que devastou a cidade. Apesar da homologação de situação de emergência, recursos ainda não chegaram para ajudar na recuperação.

Um mês após a passagem de um tornado que deixou um rastro de destruição de seis quilômetros em Pedro Osório, no Sul do Rio Grande do Sul, moradores ainda trabalham na limpeza e na reconstrução de suas propriedades. Segundo informações da imprensa local, sete das dez famílias que tiveram suas casas completamente destruídas pela ventania ainda não conseguiram retornar às suas residências, enfrentando dificuldades para retomar suas rotinas. A prefeitura do município homologou o decreto de situação de emergência no começo de setembro, mas, até o momento, afirma não ter recebido os recursos financeiros necessários para realizar ações de reconstrução, o que mantém muitas pessoas em situação precária.

O pecuarista Leonardo Ferreira, uma das vítimas, relatou que os últimos 30 dias foram dedicados à limpeza do terreno e à remoção de árvores, raízes e tijolos, trabalho atrasado por períodos de chuva. Ferreira contou ainda que recebeu ajuda externa na doação de materiais básicos, como areia, brita, cimento e até parte do telhado. Ele espera que sua casa esteja pronta até o final do ano ou início do próximo, dependendo das condições do tempo. Em entrevista, Ferreira revelou que, ao ver a destruição na noite do temporal, pensou em abandonar o local, mas decidiu ficar após conversar com a família. “Minha história de vida é toda aqui, então é até difícil falar, mas a gente vai reconstruir e, se Deus quiser, pretendo nunca mais ter medo. Hoje, quando se forma um tempo que parece que vai dar temporal, a gente já fica muito angustiado, assustado, mas temos que seguir em frente”, afirmou.

Na mesma noite, uma testemunha, a dona de casa Letícia Magalhães, acompanhada do marido, presencia a formação do tornado. Ela relata que estavam na frente de casa quando o tempo escureceu rapidamente e tiveram que se refugiar em um quarto. O vento levantou telhas do galpão de sua propriedade e destruiu estruturas vizinhas, incluindo a casa de uma vizinha, que teve o telhado arrancado durante o temporal. Letícia afirmou que, apesar do trauma, a comunidade está se reorganizando. Ela contou que a casa da vizinha já foi consertada, móveis recolocados, mas que agora o foco é recuperar as áreas de trabalho, especialmente os galpões e mangueiras essenciais para a atividade agrícola local. “Agora falta seguir nos galpões e arrumar as mangueiras que também são prioridade, porque precisamos para trabalhar. Estamos aguardando uma máquina que virá tirar os entulhos para limpar e poder seguir arrumando os galpões”, explicou.

Letícia também garantiu que, apesar do medo gerado pelos temporais, não pensa em abandonar a área rural. “Receio, a gente fica agora porque qualquer temporal a gente fica com medo de que não venha mais aquilo, aquele tornado. A gente pede que não venha mais, mas quando se arma, fico com um pouco de medo, igual, mas aí rezo muito e peço muito. Não pretendo sair daqui”, concluiu. Este cenário de destruição e resistência reflete a preocupação dos moradores com futuros temporais, mesmo com a esperança de que as condições melhorem com a ajuda que, até o momento, ainda não chegou oficialmente ao município.

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O que sabemos?

  • Moradores de Pedro Osório estão na fase de reconstrução um mês após tornado.
  • Sete das dez famílias com casas destruídas ainda não retornaram às suas casas.
  • Decreto de emergência foi homologado, mas recursos financeiros ainda não chegaram ao município.
  • Morador relata que recebeu ajuda externa na doação de materiais de construção.
  • Moradora viu o tornado se formando e se abrigou em casa, enquanto seu galpão foi destruído.
  • A comunidade está tentando reerguer suas atividades, apesar do trauma e das dificuldades.

Fontes

  • G1 imprensa
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