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Famílias de Manaus buscam Justiça e assistência após incêndio em residencial

Em apuração ?

Defensoria Pública entra com ação para garantir auxílio-moradia e avaliação estrutural após incêndio no Viver Melhor III

Moradores de Manaus junto ao edifício danificado pelo incêndio
Imagem: G1

Quase um mês após o incêndio que atingiu o Residencial Viver Melhor III em Manaus, famílias ainda aguardam suporte emergencial. A Defensoria Pública acionou a Justiça para assegurar ajuda financeira e avaliações técnicas do prédio.

Quase um mês após um incêndio ocorrido no dia 9 de agosto no bloco 5 do Residencial Viver Melhor III, na Zona Norte de Manaus, famílias afetadas ainda enfrentam incertezas sobre sua moradia e segurança. Segundo informações da Defensoria Pública do Amazonas, a instituição entrou com uma ação judicial para assegurar auxílio-moradia a 16 famílias que tiveram seus apartamentos parcialmente consumidos pelas chamas. Ainda de acordo com a mesma fonte, o órgão também solicita uma avaliação técnica completa da estrutura do prédio antes que os moradores possam retornar às suas casas.

O incêndio teve início em um apartamento no térreo e acabou atingindo também o imóvel vizinho. Moradores relataram cenas angustiantes, incluindo uma criança resgatada pela janela e a morte de um cachorro durante o fogo. A ação da Defensoria foi motivada pelo fato de que, até o momento, cinco das famílias afetadas já receberam algum suporte, enquanto as demais continuam aguardando medidas emergenciais por parte do Poder Público.

A Justiça foi acionada após o fim do prazo de 21 de agosto, sem que órgãos responsáveis apresentassem soluções definitivas. A Defensoria Pública do Amazonas pediu que, em até 72 horas, o Estado, a Prefeitura de Manaus e o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) forneçam um laudo técnico detalhado acerca das condições do imóvel, especialmente das estruturas de concreto, tais como lajes, vigas e pilares. Relatórios das Defesas Civis estadual e municipal apontam fissuras, deterioração superficial na laje e sinais de desagregação, o que levanta dúvidas sobre a integridade do prédio e a possibilidade de retorno seguro dos moradores.

Segundo o defensor público responsável pelo caso, a situação é preocupante e ainda não há uma resposta definitiva quanto à segurança e estabilidade do imóvel. “A grande questão é se esse prédio ficará de pé. Os relatórios também apontam essa dúvida, motivo pelo qual estamos buscando uma intervenção judicial para garantir uma avaliação adequada e tomar as providências necessárias”, afirmou. Especialistas da Defesa Civil de Manaus e do Estado reconhecem os problemas estruturais, frisando a necessidade de uma inspeção aprofundada por profissionais habilitados, principalmente nas áreas mais afetadas pelo calor do incêndio.

Em 12 de agosto, uma equipe da Defensoria esteve no residencial para uma vistoria, acompanhada de um engenheiro, que constatou danos na caixa de energia do prédio, localizada no térreo, potencializando o risco de novos incêndios. Assim, as famílias continuam vivendo sob incerteza e insegurança, aguardando soluções que garantam seu direito à moradia digna e segura. A Defensoria reforça que os moradores ainda não receberam auxílio definitivo, e que a situação de vulnerabilidade exige resposta rápida das autoridades para evitar agravamentos.

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O que sabemos?

  • Incêndio ocorreu em 9 de agosto no Residencial Viver Melhor III em Manaus.
  • 16 famílias afetadas acionaram a Justiça para auxílio-moradia.
  • Ação foi motivada pela ausência de soluções após o prazo de 21 de agosto.
  • Relatórios indicam fissuras, deterioração na estrutura do prédio.
  • A Defesa Civil aponta riscos de integridade do imóvel, dificultando retorno seguro.

Fontes

  • G1 imprensa
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