Brasil

Irmãs em Itapetininga transformam luto em parceria e brincadeiras internas

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Vera e Sônia, viúvas há anos, encontram força na convivência diária e nas memórias dos maridos falecidos.

Vera e Sônia, irmãs, sorrindo juntas na varanda de suas casas vizinhas.
Imagem: G1

Vera e Sônia Ferrandes vivem juntas em Itapetininga, interior paulista, e após perderem seus maridos, criaram uma rotina ativa e uma brincadeira que virou símbolo de companheirismo.

Em Itapetininga, cidade do interior paulista, duas irmãs que moram lado a lado encontram uma forma singular de lidar com o luto e transformar a dor em parceria e bom humor. Vera e Sônia Ferrandes, de 74 e 73 anos, respectivamente, perderam seus maridos há alguns anos, mas hoje compartilham uma rotina repleta de passeios, viagens e brincadeiras internas que reforçam o laço entre elas.

Segundo informações de uma fonte do portal G1, Vera ficou viúva há 17 anos, após o marido sofrer um infarto fulminante poucos dias antes de completar 60 anos. Desde então, ela permaneceu na cidade, trazendo para perto sua família, incluindo um de seus filhos, enquanto suas outras duas filhas moram em São Paulo e Barueri. A convivência com a irmã, Sônia, também viúva desde maio de 2024, se intensificou após a mudança de Sônia para uma casa vizinha a de Vera, uma decisão que foi tomada após a perda de seu próprio marido, que morreu após complicações de uma doença genética de pele, com problemas pulmonares e cardíacos.

Segundo a mesma fonte, o genro de Vera fez uma brincadeira com as duas, que acabou se tornando uma piada interna da família: a frase “Duas velhas, viúvas e com dois carros vermelhos”, que virou uma placa e símbolo do humor entre elas. Ainda de acordo com a reportagem, essa brincadeira reflete o estilo de vida que as irmãs apostaram a partir do luto: cheio de atividades sociais, encontros em bares e bailes, e, agora, planos para um cruzeiro, como forma de superar possíveis medos, como o de enjoo.

Vera relatou que a perda do seu marido, Clodoaldo Machado de Mayo, ocorreu em 11 de agosto, após ele dormir e não mais acordar, situação que a abalou profundamente. Já Sônia enfatizou a força do marido, Antônio Ademir Merighi, que lutou contra uma doença genética de pele e faleceu após 60 dias de internação. Ela descreveu o falecido como um homem muito religioso, que sempre tinha fé e era uma grande presença na vida dos filhos. As duas, apesar do impacto emocional, decidiram transformar a dor em uma convivência mais ativa, unidas por uma rotina que inclui também momentos de lazer e diversão.

Segundo fontes do portal, as irmãs consideram que a convivência não só as mantém próximas, mas também as ajuda a seguir em frente. Elas relatam que a decisão de morar juntas e bem próximas foi um passo importante na sua recuperação emocional, reforçando a ideia de que o apoio mútuo pode fazer toda a diferença após a perda de pessoas tão próximas. Ainda não há confirmação oficial de outros detalhes, mas o relato demonstra como a união familiar pode ser um alicerce para superar momentos difíceis e dar novos contornos à vida.

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O que sabemos?

  • Vera ficou viúva há 17 anos, morreu em 2023.
  • Sônia ficou viúva em maio de 2024.
  • As irmãs moram lado a lado em Itapetininga.
  • A frase 'Duas velhas, viúvas e com dois carros vermelhos' virou uma piada familiar.
  • Elas planejam fazer um cruzeiro juntas para superar o medo de enjoo.

Fontes

  • G1 imprensa
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