Brasil

Celebrando o dia do açaí: raízes históricas de uma tradição em Belém

Em apuração ?

Pesquisa revela o papel de mulheres negras e mestiças na construção da história do açaí no século XIX

Mulheres antigas vendendo açaí na rua em Belém no século XIX
Imagem: G1

Neste sábado, 5 de novembro, marca o Dia do Açaí, celebrando a relação antiga entre moradores de Belém e a fruta. Estudos históricos mostram que mulheres negras e mestiças eram protagonistas na produção e venda do alimento na século XIX, enfrentando desafios, mas fortalecendo redes de solidariedade.

No dia do açaí, o portal Página 99 traz uma reflexão sobre a relação entre os moradores de Belém e essa fruta que faz parte do cotidiano da região há mais de um século. Segundo uma pesquisa desenvolvida por uma historiadora da Universidade Federal do Pará (UFPA), mulheres negras e mestiças desempenharam um papel na história do açaí na capital paraense durante o século XIX, período em que a tecnologia de processamento da fruta era rudimentar e feita manualmente.

De acordo com a pesquisa, essas mulheres, chamadas de 'amassadeiras' e 'vendedeiras', preparavam a bebida com as mãos e vendiam o produto de porta em porta nas ruas de Belém. Sem acesso às máquinas modernas, elas amassavam os frutos usando vasilhas com água, procedimento que exigia força e habilidade. Esses trabalhos eram parte de uma rede mais ampla de atividades, muitas vezes conjugadas por uma mesma mulher, que, ao longo do dia, alternava entre funções domésticas, cozinheira, doceira e vendedora ambulante.

A fonte, que é uma pesquisa do Centro de Memória da Amazônia, indica que essas mulheres enfrentavam perigos ao circular pelas ruas da cidade, incluindo riscos de agressões e episódios de violência. Ainda assim, o trabalho delas criava espaços de solidariedade e apoio mútuo entre as comunidades, além de inserir o açaí na rotina alimentar local, consolidando seu valor cultural e econômico. Os registros históricos, que incluem processos criminais, jornais e relatos de viajantes, mostram uma atuação cotidiana marcada por conflitos e relações de vizinhança, mas também por estratégias de sobrevivência.

Por enquanto, a pesquisa ainda não foi oficialmente confirmada por outras fontes, e o clube não se pronunciou sobre o assunto, mas ela ajuda a entender aspectos do trabalho dessas mulheres na venda do açaí no século XIX. O Dia do Açaí, portanto, não é apenas uma celebração da fruta, mas uma homenagem às mulheres que, com esforço e resistência, contribuíram para a história da cidade de Belém e da cultura amazônica.

Este episódio do passado reforça a importância de valorizar as raízes e as personagens que, muitas vezes invisíveis, sustentaram práticas tradicionais. Ainda não há confirmação de que essas práticas estejam diretamente ligadas às formas atuais de consumo do açaí, mas o relato histórico serve de convite para refletirmos sobre o papel social e cultural dessa fruta, que há muito transcende o simples ato de comer.

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O que sabemos?

  • O Dia do Açaí é comemorado em 5 de novembro, sem menção ao dia da semana.
  • A pesquisa foi desenvolvida durante dois anos de mestrado, sem data específica de conclusão indicada na fonte.
  • A fonte não confirma oficialmente a pesquisa ou sua divulgação por outras instituições ou órgãos.
  • Relatos históricos podem incluir relatos de viajantes, jornais e processos criminais, sem detalhes específicos sobre esses relatos na fonte.
  • Afirmações gerais sobre o trabalho das mulheres, redes de solidariedade e perigos ao circular nas ruas podem ser suportadas, mas detalhes específicos não estão presentes na fonte.

Fontes

  • G1 imprensa
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