Tecnologia

Tecnologia brasileira revela novos genes relacionados ao câncer

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Avanço no entendimento genômico pode ampliar possibilidades de diagnóstico e tratamento

Ilustração de DNA com códigos genéticos observados ao microscópio
Imagem: Agência FAPESP

Um avanço científico feito no Brasil chama atenção internacional ao apresentar a tecnologia ORESTES, que facilita a identificação de genes raros e pouco expressos em tumores. Desenvolvida com apoio da FAPESP e do Instituto Ludwig, a inovação tem potencial de transformar estudos sobre o câncer.

Segundo a Agência FAPESP, uma tecnologia brasileira chamada ORESTES (Open Reading Frame Expressed Sequence Tags) tem mostrado potencial para revolucionar o estudo genômico do câncer. Desenvolvida por pesquisadores apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) com o Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer, a tecnologia foi aplicada no projeto do Genoma Humano do Câncer, uma iniciativa conjunta das duas instituições. Ainda não confirmado oficialmente por outras fontes, o método permite obter sequências específicas da região central, codificadora dos genes, o que facilita a descoberta de genes raros ou pouco expressos — uma limitação comum ao usar técnicas tradicionais de sequenciamento de DNA.

Segundo Emmanuel Dias Neto, um dos autores do estudo, essa técnica gera um grande volume de dados genômicos, ampliando a possibilidade de identificar marcadores genéticos relacionados a diferentes tipos de tumores. A publicação ainda destaca que a tecnologia foi validada em exemplos de câncer de relevância no Brasil, demonstrando sua capacidade de contribuir tanto para o entendimento das doenças quanto para avanços no diagnóstico e no tratamento. A pesquisa, que também contou com a colaboração de Andrew J. G. Simpson, alcançou projeção internacional ao estimular novas parcerias científicas e produzir centenas de milhares de sequências de DNA, consolidando a participação brasileira em estudos de larga escala no genoma humano. Apesar dos avanços, a própria fonte alerta que o consolidamento do método ainda depende de validações adicionais.

Segundo a agência, a tecnologia tem o potencial de ampliar o conhecimento sobre as complexidades genômicas do câncer, podendo futuramente auxiliar no desenvolvimento de terapias mais específicas e eficazes. Ainda assim, autores da pesquisa ressaltam que, por enquanto, ela representa um passo importante, mas que esse tipo de avanço precisa passar por mais verificações antes de se tornar uma ferramenta clínica rotineira. O artigo, publicado por Emmanuel Dias Neto e Andrew Simpson, reforça a relevância de iniciativas de pesquisa locais para colocar o Brasil na vanguarda da genética em oncologia, embora a comunidade científica aguarde confirmações adicionais sobre sua aplicação prática em clínicas.

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O que sabemos?

  • Tecnologia brasileira ORESTES permite identificar genes raros e pouco expressos.
  • Desenvolvida com apoio da FAPESP e do Instituto Ludwig, voltada ao estudo do câncer.
  • Aplicada no Projeto Genoma Humano do Câncer, com resultados promissores.
  • Gera grande volume de dados genômicos e pode ampliar o entendimento do câncer.

Fontes

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