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Estudo dos anos 1960 prevê que a população mundial chegaria a um limite extremo em novembro de 2026

Em apuração ?

Cálculos matemáticos apontaram que a humanidade estaria a um passo de uma crise populacional lá na década de 1960, previsão que começou a ser revista na década de 1990.

Gráfico ilustrando crescimento populacional ao longo do tempo
Imagem: Revista Galileu

Pesquisadores dos anos 1960 criaram uma hipótese de crescimento populacional que indicava um limite quase infinito para a população mundial em novembro de 2026. Estudos mais recentes mostram que essa previsão não se confirmou devido à desaceleração do crescimento desde os anos 1990.

Na década de 1960, uma equipe de pesquisadores liderada por von Foerster elaborou um estudo que, até hoje, desperta curiosidade por seu teor futurista e por sua percepção antecipada de mudanças demográficas globais. Segundo essa análise, se o crescimento populacional continuasse igual ao ritmo observado até então, a humanidade atingiria uma espécie de ponto de inflexão matemático em 13 de novembro de 2026, quando a curva de crescimento se aproximaria do infinito. A ideia inspirou discursos sobre o limite de recursos e o impacto da população na sustentabilidade, chegando a ser amplamente comentada na mídia e usada em livros didáticos por décadas.

O estudo foi fundamentado na hipótese de um crescimento hiperbólico, diferente do clássico crescimento exponencial, pois previsivelmente aceleraria cada vez mais, liderando ao limite quase infinito dentro de um modelo matemático. Para os autores, esse cenário não significava que a população realmente ficaria infinita, mas que, com base na continuidade do padrão do passado, esse seria o limite necessário para evitar uma crise de recursos naturais ou de produção de alimentos. Assim, eles sugeriram que uma redução de pelo menos metade na taxa de natalidade global seria essencial para evitar esse ponto crítico.

Segundo a análise publicada na revista Science na semana passada, esse cenário considerado quase apocalíptico começou a se desviar da realidade a partir de 1993. Foi quando a população mundial passou a crescer abaixo do ritmo previsto pela curva hiperbólica, impulsionada pela desaceleração da fecundidade – ou seja, a quantidade média de filhos por mulher começou a diminuir em muitos países. Essa mudança alterou significativamente as preocupações ao longo das últimas décadas. Enquanto, no passado, o maior medo era uma explosão populacional, hoje o foco se desloca para os desafios do envelhecimento populacional e da redução no número de nascimentos, fatores que alteraram o panorama demográfico global. Segundo Javier Birchenall, economista da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, esse fenômeno demonstra que a hipótese de que as características de crescimento permaneceriam inalteradas não se confirmou, invalidando parcialmente a previsão original, que se apoiava na permanência dessas condições.

Apesar de toda essa história, ainda não há confirmação oficial de que a data de 13 de novembro de 2026 represente um limite matemático ou uma previsão apocalíptica confiável. A própria revista Galileu, que divulgou essa teoria recentemente, afirmou que a análise ainda aguarda validações externas e não foi oficialmente endossada por outras instituições. Portanto, tudo indica que essa previsão, embora intrigante, deve ser encarada com cautela, pois trata-se de uma hipótese baseada em modelos que já não se aplicam mais ao cenário atualizado da demografia mundial.

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O que sabemos?

  • Um estudo da década de 1960 previu que a população mundial atingiria um limite extremo em 13 de novembro de 2026.
  • A análise utilizou um modelo matemático de crescimento hiperbólico, que acelerava mais rapidamente que o exponencial.
  • A desaceleração da fecundidade desde os anos 1990 fez a população crescer abaixo do previsto pelo modelo.
  • No passado, havia preocupações com explosões populacionais, mas hoje os desafios são o envelhecimento e a queda nas taxas de natalidade.
  • Ainda não há confirmação oficial de que essa previsão se concretizará, segundo fontes que citam apenas a revista Galileu.

Fontes

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