Estranho poço de calor em castelo medieval na Hungria intriga arqueólogos
Descoberta revela estrutura antiga com marcas de altas temperaturas, mas sua função ainda é um mistério
Um poço de pedra com evidências de calor extremo foi encontrado em escavações no Castelo de Essegvár, na Hungria. Pesquisadores ainda buscam entender sua finalidade, que pode estar relacionada a atividades industriais ou outro uso desconhecido.
Arqueólogos que escavam as ruínas do Castelo de Essegvár, localizado na região de Bakony, no oeste da Hungria, fizeram uma descoberta que chamou atenção pela sua natureza enigmática: um poço de pedra que apresenta marcas de calor intenso. Segundo informações fornecidas pelo Museu Laczkó Dezső, a estrutura foi encontrada durante trabalhos de escavação realizados no local, e apesar de sua construção cuidadosa, seu propósito exato ainda não está claro para os pesquisadores.
O poço é relativamente pequeno e construído com grandes pedras alinhadas verticalmente. Uma das principais evidências de que a estrutura foi submetida a altas temperaturas está nas marcas visíveis no fundo, nas paredes laterais e no material que preenchia a cavidade, que indicam exposição ao calor. Ainda assim, os especialistas comentam que a função dessa estrutura é uma questão aberta, sem uma resposta definitiva até o momento. Uma hipótese levantada por eles é de que o poço pudesse ter ligação com alguma atividade industrial, como processamento de metais, por exemplo.
No entanto, buscas próximas ao local por escórias ou restos de metais fundidos não tiveram sucesso, o que reforça a dúvida sobre esse possível uso. Além disso, a arquitetura da estrutura difere bastante dos modelos comuns de fornos medievais de cal, cerâmica ou tijolos, o que reforça a dificuldade de identificar sua finalidade com base nas construções tradicionais da época.
Outro ponto que chamou atenção dos arqueólogos é que o poço era usado antes mesmo da construção das muralhas do castelo. Moedas datadas dos reinados de Béla III e André II, encontradas na parte norte da fortaleza, indicam que essa parte do castelo foi levantada na segunda metade do século XIII. Essa datação levanta perguntas sobre o que já acontecia no local antes do início da fortificação, sugerindo que atividades de maior importância ou tecnologias específicas podem já estar presentes naquela época.
Além do poço, a temporada de escavações trouxe à luz uma coleção de objetos que ajudam a reconstruir o cotidiano na fortaleza no final da Idade Média. Entre os achados estão pontas de flecha, uma faca de ferro forjado, moedas de prata e acessórios de vestuário, incluindo um item feito de prata dourada. Fragmentos de vidros italianos e de outros países também foram recuperados, além de elementos decorativos de uma porta gótica, que revelam detalhes da cultura material da família Essegvár, antiga proprietária do castelo até sua destruição nas guerras otomanas em 1552.
A descoberta do poço de calor no Castelo de Essegvár apresenta um mistério que os arqueólogos ainda tentam desvendar. Sem explicações concretas, a estrutura levanta questões sobre as atividades que ocorreram no local antes do castelo atingir sua forma final e sobre possíveis usos industriais ou outros aspectos históricos ainda não explorados. Como muitas das relíquias médicas da Idade Média, esse objeto revela que há muito a aprender com as vestígios do passado, mesmo quando eles parecem esconder seus segredos sob camadas de história e tempo.
O que sabemos?
- Poço de pedra com marcas de calor foi encontrado na Hungria.
- Estrutura localizada no Castelo de Essegvár, na região de Bakony.
- Construção anterior às muralhas do castelo, datada do século XIII.
- Pesquisadores levantam hipóteses de ligação ao processamento de metais, mas sem evidências concretas.
- Achados incluem moedas, objetos de ferro, prata, vidros e fragmentos arquitetônicos.
Fontes
- Aventuras na História fonte especializada





