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Arqueólogos revelam 12.000 anos de história em sítio na França, incluindo épocas pré-históricas e medievais

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Descobertas em Saint-Laurent-Nouan mostram sucessão de ocupações humanas desde caçadores-coletores até comunidades fortificadas

Imagem de escavação arqueológica em Saint-Laurent-Nouan, França
Imagem: Aventuras na História

Um sítio arqueológico em Saint-Laurent-Nouan, no centro da França, revelou evidências de 12 mil anos de atividade humana. As escavações, realizadas pelo Inrap, apontam diferentes fases de ocupação, desde caçadores Paleolíticos até comunidades medievais, antes de operações de mineração na área.

No centro da França, uma extensa área de sete hectares em Saint-Laurent-Nouan vem surpreendendo arqueólogos com descobertas que abrangem cerca de 12.000 anos de história humana, segundo informações do Instituto Nacional de Pesquisa Arqueológica Preventiva (Inrap). As escavações, realizadas neste momento antes de uma previsão de mineração na região, revelaram uma sucessão de ocupações distintas, mostrando como diferentes grupos aproveitaram a paisagem ao longo dos séculos. Os registros mais antigos, ainda não oficialmente confirmados, datam do final do Paleolítico, período em que caçadores-coletores utilizaram as depressões arenosas próximas ao rio Loire como acampamentos temporários. Segundo o Inrap, nesses locais foram encontrados artefatos de sílex bem preservados, além de evidências de uso de martelos de pedra macia para fabricar lâminas grandes. Essas indicações sugerem atividades de caça e coleta de recursos naturais, essenciais para a sobrevivência daquele povo nômade. Décadas ou séculos depois, a paisagem foi reocupada por comunidades agrícolas, durante as idades do Bronze e do Ferro, ainda segundo os dados preliminares. A equipe de arqueólogos identificou três pequenos assentamentos, com unidades domésticas a uma distância de 100 a 150 metros um do outro. O núcleo mais bem preservado remonta ao final da Idade do Bronze, aproximadamente entre 1150 e 1000 a.C., e inclui vestígios como edifícios, silos de armazenamento de alimentos e objetos do cotidiano, como vasos cerâmicos e pedaços de suportes de lareiras. O período mais recente de ocupação na região, ainda não completamente confirmado, ocorreu entre os séculos IX e X, durante o período carolíngio. Consta nesta fase a presença de uma comunidade rodeada por uma paliçada retangular de 88 metros de comprimento, que tinha uma área de aproximadamente 5 mil metros quadrados. Segundo fontes do Inrap, o cercado contava com 123 buracos de postes de madeira que sustentavam a defesa, além de fossas para armazenamento de cereais e legumes, indicando uma tentativa de proteção e organização social. Segundo o artigo divulgado por Heritage Daily, o local permanece acessível ao público, que poderá visitar as escavações em 19 de setembro, durante as Jornadas Europeias do Patrimônio. Ainda não há confirmação oficial sobre a totalidade das descobertas ou o impacto que a futura mineração poderá ter na área, considerando que as evidências arqueológicas estão sendo cuidadosamente estudadas antes de qualquer intervenção. Especialistas destacam que a sucessão de ocupações demonstra a importância geográfica de Saint-Laurent-Nouan, que ao longo de milênios permaneceu atraente por sua disponibilidade de recursos naturais, como água, pedras e terras férteis. As próximas etapas da pesquisa vão esclarecer ainda mais o quanto esses diferentes períodos históricos se conectam e qual o significado dessas evidências para o entendimento da história da região.
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O que sabemos?

  • Descoberta de 12.000 anos de atividade humana no local.
  • Escavações realizadas pelo Inrap antes de uma previsão de mineração.
  • Registros de ocupação desde caçadores Paleolíticos até comunidades medievais.
  • Presença de assentamentos, silos, vestígios de atividades artesanais e fortificações.
  • Público poderá visitar as escavações em 19 de setembro, durante Jornadas do Patrimônio.

Fontes

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