Tratamento genético inovador melhora bebê com doença rara nos EUA
Alteração de DNA oferece esperança para enfermidades difíceis de tratar
Um bebê com uma condição genética rara conseguiu apresentar melhora após receber uma terapia experimental com edição de DNA, marcando um avanço na medicina genética.
Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, um bebê diagnosticado com uma doença genética rara conseguiu uma melhora significativa após receber um tratamento experimental que envolveu a edição do seu DNA. O caso, considerado um marco na medicina genética, ilustra possibilidades futuras no combate a enfermidades causadas por mutações específicas.
A história vem do testemunho de Nicole, mãe do bebê identificado pelas iniciais KJ, que relatou: "A gente achava que ele não ia completar um ano". Segundo ela, o bebê nasceu nos Estados Unidos com uma condição que afeta aproximadamente um em cada um milhão de recém-nascidos. Ainda nos primeiros dias de vida, os médicos perceberam sintomas preocupantes, como uma sonolência excessiva e dificuldades para se alimentar. Exames revelaram que os níveis de amônia no sangue de KJ estavam cerca de cem vezes acima do normal, uma condição altamente tóxica para o organismo.
Após análises detalhadas, os especialistas identificaram duas mutações em um gene responsável por controlar os níveis de amônia, o que confirmou um diagnóstico de doença genética rara. Nesse contexto, uma equipe vinculada à Universidade da Pensilvania decidiu tentar uma abordagem inédita, baseada na tecnologia de edição de DNA conhecida como CRISPR. O procedimento consistiu na aplicação de três infusões contendo componentes dessa técnica, que permite modificar de forma precisa uma única letra do código genético — as bases químicas representadas por A, T, C e G —, sem alterar grandes trechos do DNA.
De acordo com um dos pesquisadores envolvidos, as infusões carregavam trilhões de partículas microscópicas responsáveis por transportar as componentes do tratamento até o fígado do bebê, órgão considerado facilitador para esse tipo de intervenção, por ser relativamente acessível ao procedimento. A esperança era que essa correção no DNA eliminasse a mutação responsável pelos níveis elevados de amônia, evitando complicações futuras. Ainda assim, o desenvolvimento do caso reforça que, apesar dos sinais positivos, a história de KJ ainda está em andamento, e os médicos ressaltam que o tratamento não é uma cura definitiva, mas um passo importante.
Segundo o médico geneticista que acompanha o caso, os avanços decorrem de décadas de pesquisas em genética, incluindo o mapeamento do DNA humano pelo Projeto Genoma, concluído em 2003. Essa conquista permitiu o entendimento preciso de mutações genéticas e impulsionou o desenvolvimento de técnicas cada vez mais sofisticadas de edição genética. Com dois anos de idade, KJ apresenta um desenvolvimento considerado promissor pelos profissionais, mas ainda sob monitoramento constante, aguardando melhorias adicionais.
O que sabemos?
- Um bebê diagnosticado com uma doença genética rara recebeu tratamento experimental com edição de DNA.
Fontes
- G1 imprensa





