Tecnologia

NASA supera recorde de distância do rover Perseverance em Marte

Em apuração ?

Robô da NASA alcança novos marcos na exploração marciana com avanços tecnológicos e descobertas geológicas

Rover Perseverance em Marte fotografado pelo próprio veículo durante a missão
Imagem: Olhar Digital

O rover Perseverance da NASA quebrou a marca de distância percorrida em Marte, enfrentando atrasos para investigar rochas antigas, enquanto seu pequeno helicóptero auxiliar realizou 72 voos antes de uma avaria.

O rover Perseverance, missão da NASA em Marte, conseguiu ultrapassar uma importante marca de distância percorrida no planeta vermelho, superando o recorde anterior estabelecido pelo Opportunity, outro rover da mesma agência espacial, que explorou Marte entre 2004 e 2018. Segundo fontes da NASA, o avanço veio após meses de exploração na cratera Jezero, uma área de cerca de 30 milhas de extensão, que recebeu esse nome por remeter a um reservatório na França. Ainda assim, o percurso não foi tão rápido quanto o planejado, pois a equipe precisou redirecionar o rover por aproximadamente dois meses para investigar rochas claras, consideradas como possivelmente uma das formações mais antigas encontradas no planeta.

O Perseverance possui uma tecnologia mais avançada do que seus predecessores, incluindo um chip de computador mais rápido que o do Curiosity, o rover que chegou a Marte há mais de oito anos e percorreu uma distância menor. Além disso, uma das características notáveis do veículo é sua capacidade de planejar parte de seus deslocamentos de forma autônoma, uma tecnologia semelhante à utilizada em alguns carros modernos aqui na Terra. Essa autonomia permite que o robô encontre caminhos entre dois pontos sem depender de comandos detalhados enviados por equipes terrestres. Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, o Perseverance foi certificado para percorrer cerca de 20 quilômetros ao longo de sua missão inicial, mas, até o momento, já atingiu essa marca e trabalha para ampliar sua certificação para 100 quilômetros, o que equivale a pouco mais de 62 milhas.

Desde sua chegada ao planeta, em abril de 2022, na região do delta de um antigo rio na cratera Jezero, o rover tem explorado diferentes regiões. Recentemente, a missão passou a investigar rochas com aproximadamente quatro bilhões de anos em Lac de Charmes, uma área nomeada assim por homenagem a um reservatório na França. Entre os materiais coletados, destacam-se rochas claras chamadas gabros, que se assemelham ao basalto em composição. Pesquisadores identificaram sinais de derretimento intenso e impactos nessas rochas, possivelmente de três eventos distintos envolvendo meteoritos. Uma tentativa de perfuração em uma dessas formações foi frustrada, pois a rocha se mostrou demasiado dura para o equipamento do rover, mas as investigações continuam, pois materiais assim podem oferecer importantes informações sobre os primeiros 500 milhões de anos do Sistema Solar.

Quanto à continuidade da missão, ainda não há uma decisão oficial sobre os próximos passos, pois a NASA está considerando ampliar a obtenção de amostras e o possível retorno delas à Terra. O projeto Mars Sample Return, que previa essa devolução em parceria com a Agência Espacial Europeia, foi cancelado por motivos financeiros, e ainda não há planos concretos por parte da NASA de retomar esse objetivo por meio de iniciativas comerciais. As descobertas feitas pelo Perseverance e seu auxílio, o pequeno helicóptero Ingenuity, que realizou 72 voos controlados antes de uma de suas pás se quebrou em janeiro de 2024, ajudam a entender melhor a história antiga de Marte, incluindo períodos de maior umidade e possíveis condições de vida primitiva.

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O que sabemos?

  • O Perseverance superou a distância percorrida pelo Opportunity em Marte.
  • A missão precisou desviar sua rota por dois meses para investigar rochas antigas.
  • O rover possui tecnologia autônoma de navegação e um chip de computador mais rápido que o do Curiosity.
  • A região de estudo, na cratera Jezero, é de grande interesse pela sua história de água e potencial de conservar vestígios de vida antiga.

Fontes

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