Disquetes ainda são usados na manutenção de aviões após quase 60 anos de sua criação
Tecnologia criada na década de 1960 permanece em sistemas aeronáuticos, mesmo com a evolução de armazenamento digital
Apesar de terem sido considerados obsoletos para computadores pessoais, disquetes continuam sendo utilizados em alguns sistemas de aviões, como o Boeing 747-400 da British Airways, com razões ligadas à segurança e testes de sistemas antigos.
Você já ouviu falar que os disquetes, aqueles pequenos quadrados de plástico que eram comuns nos anos 1980 e 1990, ainda fazem parte do dia a dia de certos setores da aviação? Segundo informações divulgadas por uma fonte da CNN Brasil, esses dispositivos, criados em 1967, continuam sendo utilizados em alguns sistemas de aviões, mais especificamente nos modelos Boeing 747-400 da British Airways até 2020. Apesar de parecer uma tecnologia extremamente antiga, sua permanência em operações aeroespaciais tem justificativas importantes, que envolvem segurança, testes e custos.
O primeiro disquete, com 8 polegadas de diâmetro e capacidade de armazenamento de apenas 80 KB, foi desenvolvido por engenheiros da IBM após uma encomenda feita em 1967. O objetivo era encontrar uma alternativa mais prática aos enormes cartões de perfuração usados na época para armazenar informações em grandes computadores mainframe. A tecnologia evoluiu rapidamente, chegando em 1976 ao formato de 5,25 polegadas, que consolidou o uso de computadores pessoais, e posteriormente ao modelo de 3,5 polegadas criado pela Sony, uma versão que ganhou resistência e portabilidade com sua carcaça rígida de plástico e proteção metálica retrátil.
Apesar de sua aparência rudimentar, o funcionamento do disquete era baseado em uma película magnética que gravava dados por alterações microscópicas na superfície do disco, sendo lido e interpretado por um cabeçote de leitura. Para dar uma noção da sua capacidade, um disquete de alta densidade armazenava aproximadamente 1,44 MB — o que equivale a mais de 11 mil disquetes de 16 GB cada, se considerarmos essa comparação. Agora, pare para imaginar o que eram esses discos na época, carregando sistemas operacionais, programas e jogos como Doom.
Hoje, a maioria das pessoas associa o disquete ao passado da tecnologia, mas ele ainda aparece em certos sistemas aeronáuticos. Segundo a fonte, até 2020 os Boeing 747-400 da British Airways utilizavam disquetes de 3,5 polegadas para carregar atualizações de sistemas de aviônicos, que controlam elementos essenciais da navegação e segurança das aeronaves. Essa prática, segundo especialistas, não é uma questão de nostalgia ou resistência ao avanço, mas uma estratégia de segurança: substituir componentes antigos por novos exige testes, investimentos e avaliações rigorosas, o que nem sempre compensa em sistemas que já cumprem bem sua função há décadas.
Até o momento, o clube não se pronunciou oficialmente sobre por que a tecnologia permaneceu por tanto tempo nesses aviões ou se há planos de substituição. Ainda assim, esse uso ressalta como algumas tecnologias, criadas há quase 60 anos, continuam sendo essenciais em contextos específicos de alta segurança e confiabilidade — o que também nos faz pensar na complexidade de evitar obstáculos na inovação, especialmente em áreas como a aviação, onde cada detalhe conta para garantir a segurança dos passageiros.
O que sabemos?
- Criado em 1967, o disquete ainda é utilizado em sistemas de aviões.
- A British Airways usava disquetes de 3,5 polegadas até 2020.
- O disquete de alta densidade armazena cerca de 1,44 MB.
- Sua tecnologia se baseia em uma película magnética que registra dados.
- A substituição por novas tecnologias exige testes rigorosos e altos custos.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





