Tecnologia

A origem do som da urna eletrônica brasileira e sua história

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Conheça a história do som que marca as eleições há mais de 30 anos

Ilustração do som emitido pela urna eletrônica durante as eleições
Imagem: G1

O som criado em uma tarde por engenheiros do TSE se tornou símbolo do processo eleitoral no Brasil. Sua origem remonta à necessidade de alertar o mesário de que o voto foi registrado.

Você já se perguntou de onde vem o famoso som que a urna eletrônica brasileira emite ao final do voto? Segundo Giuseppe Janino, ex-secretário de tecnologia da informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esse som foi criado de forma improvisada em uma tarde, na década de 1990. Ele explica que, à época, os equipamentos de votação digital ainda eram limitados em funcionalidades, podendo apenas emitir sequências de 'beeps' para sinalizar o término da votação, já que as placas-mãe não tinham suporte multimídia.

Segundo Janino, em uma reunião decisiva realizada em São Paulo, em 1996, uma equipe de quatro engenheiros do TSE, incluindo ele, decidiu qual seria a sequência sonora que alertaria o mesário de que o voto havia sido registrado com sucesso. A equipe avaliou várias opções apresentadas pelo fabricante do equipamento e escolheu uma sequência de 'beeps' que, até hoje, compõe o som mais famoso das eleições brasileiras. Segundo ele, o som foi projetado para ser diferenciado, e essa escolha foi mantida ao longo do tempo, sem mudanças.

Giuseppe Janino destaca que a simplicidade do som, conhecido como “pilili”, acabou se tornando uma marca cultural do processo eleitoral no Brasil. Além de sua função prática, o som faz parte do cotidiano eleitoral, sendo reconhecido por eleitores e mesários. O uso de tecnologia acessível também foi uma inovação importante, já que a urna funciona sem energia elétrica em locais remotos, possui teclas com estampa em braille para deficientes visuais, e oferece recursos como fones de ouvido para quem precisa de apoio auditivo, incluindo fala sintetizada e tradução para Libras, a língua de sinais brasileira.

Desde as eleições de 2024, o TSE passou a usar uma nova voz sintetizada, denominada ‘Letícia’, criada pela cantora Sara Bentes, que nasceu com deficiência visual. Essa mudança atende a uma solicitação da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), e visa orientar os eleitores durante o processo de voto com uma voz que fornece instruções básicas, nome e número das candidaturas. Ainda não há confirmação se essa alteração representa uma mudança no som do final do voto ou apenas na orientação durante o procedimento, e o clube não se pronunciou oficialmente.

Contudo, o que se sabe é que o som do ‘pilili’ nasceu de uma decisão rápida, porém eficiente, que se consolidou como símbolo do sistema eleitoral brasileiro — uma combinação de inovação técnica, acessibilidade e cultura cívica. Sua origem, ainda que simples, revela um capítulo importante da história das eleições no país, marcando a transição de um sistema de votação em papel para uma plataforma digital que busca ampliar a participação democrática.

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O que sabemos?

  • O som do final do voto na urna eletrônica brasileira foi criado em uma tarde de 1996 por uma equipe de engenheiros do TSE.
  • A sequência de 'beeps' foi escolhida para alertar o mesário de que o voto foi computado.
  • O som é conhecido como 'pilili' e virou símbolo da cultura eleitoral no Brasil.
  • Desde 2024, a urna usa uma nova voz, 'Letícia', para orientar os eleitores, mas a mudança do som ainda não foi confirmada oficialmente.

Fontes

  • G1 imprensa
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