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Erva-mate: tradição ancestral e seu reconhecimento como patrimônio no Rio Grande do Sul

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A planta que atravessa fronteiras e mantém raízes indígenas, com destaque para sua importância cultural e econômica

Erva-mate: tradição ancestral e seu reconhecimento como patrimônio no Rio Grande do Sul
Imagem: G1

A erva-mate, símbolo de diversas tradições na América do Sul, foi reconhecida como patrimônio imaterial no Rio Grande do Sul em 2023. Sua produção brasileira em 2024 atingiu mais de 841 mil toneladas, refletindo sua relevância cultural e econômica.

A erva-mate, planta nativa da América do Sul, é muito mais do que uma simples bebida; ela representa um conjunto de saberes ancestrais que envolvem indígenas, quilombolas e agricultores. Em 2023, o sistema tradicional de produção da erva-mate no Rio Grande do Sul foi oficialmente reconhecido como patrimônio imaterial do estado, uma conquista que celebra as práticas tradicionais e a diversidade cultural envolvida na preparação do chimarrão, uma bebida profundamente enraizada na identidade do sul do Brasil. Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção brasileira de erva-mate cultivada atingiu, em 2024, a marca de 841.255 toneladas, marcando um recorde na quantidade produzida, que movimenta economia e gera empregos na região. Ainda que a erva seja amplamente consumida em diferentes formas, como chá, mate ou tereré, o modo de preparo varia de acordo com a região e os hábitos locais, refletindo uma cultura rica e diversificada. A tradição do chimarrão, por exemplo, envolve regras próprias, como a quantidade de erva, a posição da bomba e a temperatura da água, muitas vezes transmitidas de geração em geração. Segundo fontes especializadas, além do consumo, a participação indígena na história da planta é fundamental, incluindo conhecimentos tradicionais sobre manejo, processamento e cuidado com a planta, que remonta a povos como os Guarani e Kaingang. Ainda não há confirmação oficial de que a participação indígena tenha sido considerada no reconhecimento do patrimônio estadual, mas há uma forte ligação entre esses conhecimentos ancestrais e a valorização do símbolo cultural. O movimento em torno da erva-mate também se manifesta na criação de comunidades virtuais, como o MatteVerso, idealizado por um sommelier que promove rodas online de consumo, aproximando consumidores e fortalecendo a cultura do mate. Pesquisas recentes, incluindo uma revisão de 32 estudos em 2023, apontam benefícios à saúde relacionados ao consumo da erva, devido à presença de cafeína, compostos antioxidantes e anti-inflamatórios, reforçando o valor da planta não só cultural, mas também como aliada na promoção do bem-estar. Dessa forma, a história da erva-mate é marcada por um percurso que atravessa fronteiras e gera impacto econômico, cultural e social, evidenciando a riqueza de uma tradição que, atualmente, ganha reconhecimento oficial como um bem imaterial do Rio Grande do Sul.

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O que sabemos?

  • A produção brasileira de erva-mate cultivada alcançou 841.255 toneladas em 2024.
  • O sistema tradicional da erva-mate no Rio Grande do Sul foi reconhecido como patrimônio imaterial estadual em 2023.
  • A erva-mate possui raízes indígenas, com conhecimentos mantidos por povos como Guarani e Kaingang.
  • A planta é usada para preparar diferentes bebidas na América do Sul, incluindo chimarrão, mate, tereré e chá.
  • Um sommelier criou a comunidade online MatteVerso para aproximar consumidores e promover rodas de mate.

Fontes

  • G1 imprensa
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