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Obra inacabada: monotrilho de Poços de Caldas deve ser demolido até 2028

Em apuração ?

Estrutura desativada há mais de duas décadas passará por demoluição após acordo com o Ministério Público

Imagem de estrutura de monotrilho abandonada em Poços de Caldas
Imagem: G1

A prefeitura de Poços de Caldas anunciou que uma parte do monotrilho inativo será demolida até o final de 2028, cumprindo um termo de ajustamento de conduta. O sistema, inaugurado em 2000, nunca operou comercialmente, ficando parcialmente destruído após acidentes nos anos 2000.

Poços de Caldas, uma das cidades mais conhecidas de Minas Gerais, enfrenta um capítulo final na história de um projeto de transporte que sempre foi visto como promissor, mas nunca atingiu seu potencial. Segundo informações divulgadas pela Prefeitura do município, uma parte da estrutura do monotrilho abandonado deverá ser demolida até 31 de dezembro de 2028. A decisão faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público, que entrou em vigor em outubro de 2025 e tem prazo de execução até 2032.

O monotrilho de Poços de Caldas, inaugurado em 2000, nasceu com o objetivo de modernizar o transporte na cidade, com a ideia de criar uma solução inovadora e até turística, levando passageiros por pontos históricos e turísticos usando trilhos suspensos. O projeto, que remonta à década de 1980, foi aprovado pela Câmara Municipal em agosto de 1981, com um contrato assinado com a empresa J. Ferreira Ltda. para sua construção e operação por 50 anos. Contudo, a realização do sistema enfrentou problemas logo após sua inauguração. Segundo fontes, as primeiras viagens quase sempre foram testes, com poucos moradores tendo a oportunidade de usar o sistema.

Em 2000, no momento da inauguração oficial, o monotrilho sofreu um descarrilamento que resultou no resgate de 19 pessoas pelo Corpo de Bombeiros. O acidente, que ainda não foi confirmado oficialmente como causa definitiva, levou à paralisação imediata do sistema. Poucos anos depois, em 2003, uma parte da estrutura desativada colapsou, soterrando qualquer esperança de que o sistema pudesse se tornar uma mobilidade revolucionária em Poços de Caldas. Desde então, a estrutura ficou abandonada, deteriorando-se com o tempo.

Recentemente, o município assumiu a posse da estrutura em 2019, com planos de construir um parque linear na área remaining, além de realizar intervenções até 2032 para remoção de partes do monotrilho. Ainda não há confirmação oficial se o sistema poderá ser reconstruído ou se o objetivo será sua completa demolição. Segundo dados do próprio poder público, a estrutura apresenta risco de desabamento, motivo pelo qual a prefeitura estabeleceu o cronograma de remoção. A discussão na audiência pública realizada na Câmara Municipal expôs o cenário técnico e urbanístico, apontando que a estrutura, considerada por muitos como uma 'grande cicatriz' na cidade, deve ser retirada para garantir a segurança e a recuperação do espaço urbano.

Apesar do potencial turístico frequentemente citado na fase de planejamento, o monotrilho nunca entrou em operação comercial, restringindo-se a alguns testes e viagens de autoridades e jornalistas. A proposta inicial, que previa que a empresa responsável custeasse a construção e fosse responsável pela gestão por cinco décadas, não chegou a ser colocada em prática, deixando a estrutura como um monumento de um projeto frustrado. Ainda não há confirmação se o sistema poderá ser reativado algum dia, portanto, o que se sabe é que, oficialmente, uma parte da estrutura deverá ser demolida em até cinco anos, enquanto o restante será avaliado para o destino final.

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O que sabemos?

  • O monotrilho foi inaugurado em 2000, mas nunca operou comercialmente.
  • A estrutura foi parcialmente destruída em 2003, após desmoronamento.
  • A Prefeitura de Poços de Caldas assinou um TAC para demolir parte da estrutura até 2028.
  • O sistema tinha sido planejado desde a década de 1980, aprovado em 1981.
  • O projeto nunca atingiu a mobilidade esperada e hoje é considerado uma 'grande cicatriz' na cidade.

Fontes

  • G1 imprensa
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