Tecnologia usa inteligência artificial para criar bots na batalha contra golpes digitais
Plataforma desenvolvida por empresa pode ajudar a evitar vítimas de fraudes com inteligência artificial avançada
Empresa desenvolve robôs virtuais capazes de imitar humanos em chamadas e mensagens, ajudando bancos a combater golpes. A tecnologia é baseada em inteligência artificial e tem potencial para reduzir o sucesso dos criminosos.
Nos últimos anos, ataques de golpes digitais têm se tornado uma preocupação constante, e pesquisadores e empresas buscam soluções inovadoras para dificultar o trabalho dos criminosos. Uma dessas soluções é a utilização de inteligência artificial (IA) para criar bots ultra-realistas que simulam comportamentos humanos em ligações, mensagens de texto e em grupos online, como forma de enganar e atrair hackers ou impedir que eles continuem suas ações fraudulentas. Segundo uma fonte especializada, uma empresa costuma desenvolver essa plataforma há cerca de dois anos, que reúne aproximadamente 350 mil robôs virtuais, utilizados principalmente por bancos com o apoio de companhias de telecomunicações.
De acordo com informações colhidas, esses programas conseguem atender ligações telefônicas, responder mensagens, participar de grupos em aplicativos de comunicação, como o WhatsApp e outros. Uma das estratégias é simular diferentes perfis e comportamentos, de modo a evitar suspeitas. Alguns robôs iniciam ou encerram conversas, outros usam diferentes canais de comunicação, tudo com o objetivo de criar uma vítima virtual convincente. Essas ações visam reunir informações sobre atividades criminosas, incluindo dados bancários, endereços de sites fraudulentos e contas usadas para movimentar dinheiro de origem ilícita. Segundo o relato, a coleta dessas informações ocorre em tempo real, com o sistema tendo registrado mais de 250 mil ocorrências, o que torna possível mapear as operações dos golpistas.
Os defensores dessa tecnologia ressaltam que cada minuto de conversa que um criminoso trava com um robô pode impedir que ele absove dezenas ou até centenas de vítimas reais, que poderiam ser abordadas por sistemas automatizados de chamadas em massa. Ainda assim, essa estratégia tem seus limites; criminosos continuam realizando bilhões de chamadas e enviando mensagens em grande escala, muitas vezes a partir de instalações físicas organizadas, dificultando a completa erradicação por esse método.
Especialistas apontam que a atuação desses robôs avançados se assemelha a sistemas chamados honeypots, usados para atrair invasores em ataques cibernéticos, com a novidade de incorporarem modelos de linguagem de grande porte (LLMs), que tornam as interações mais convincentes. Em estudos recentes, pesquisadores observaram que esses sistemas com IA mantêm os supostos atacantes ocupados por mais tempo e reduzem a frequência de identificações como armadilhas, facilitando o trabalho de defesa digital. Contudo, o combate ao crime na internet depende também da colaboração entre autoridades, bancos, operadoras e redes sociais, que compartilham informações para interromper ações criminosas, embora ainda seja difícil impedir que fraudadores criem novas vítimas com tecnologias cada vez mais sofisticadas.
O que sabemos?
- Empresa desenvolve plataforma com cerca de 350 mil robôs virtuais.
- Robôs imitam comportamentos humanos em ligações e mensagens.
- Sistema já coletou mais de 250 mil registros em tempo real.
- Robôs ajudam a evitar que golpistas abordem vítimas reais.
- Tecnologia usa modelos de linguagem de grande porte para maior convincenteza.
Fontes
- Olhar Digital fonte especializada





