Estudo revela como crenças em amuletos ajudam na gestão da ansiedade
Pesquisadores demonstram que a relação com objetos de sorte está ligada à sensação de controle em momentos de incerteza
Diversas culturas usam objetos de sorte para aliviar a ansiedade. Pesquisas indicam que esses rituais proporcionam uma sensação de controle, mesmo que ilusória.
Quem nunca voltou do elevador para pegar a pulseira que esqueceu, ou conferiu uma moeda no bolso antes de uma prova, provavelmente conhece bem o apego pelos objetos de sorte. Essas pequenas superstições fazem parte de uma prática comum em várias culturas e épocas, sendo observadas tanto no esporte quanto no ambiente de trabalho ou em eventos sociais. Recentemente, estudos divulgados por fontes como a CNN Brasil, ainda sem confirmação oficial de outras instituições, têm ajudado a entender o que leva as pessoas a carregarem esses objetos, justificando que a origem do comportamento está relacionada à busca por sensação de controle diante da incerteza.
Segundo uma reportagem que destaca pesquisas ainda não confirmadas oficialmente, o que reforça essa necessidade de explicação é o fato de que o cérebro humano tende a criar padrões onde não há. A antropóloga Dimitris Xygalatas, da Universidade de Connecticut, explica que as pessoas buscam coincidências para atribuir causa a eventos aleatórios, como a vitória de um time após uma estreia com uma camisa específica. Essa associação, muitas vezes, resulta no que se chama de pensamento mágico, que alimenta a ideia de que objetos ou rituais podem influenciar o resultado de forma direta. A memória também desempenha papel importante, pois o cérebro lembra do objeto de sorte quando o resultado é positivo, reforçando a crença, mas tende a buscar explicações alternativas quando o resultado é negativo, como culpar fatores externos, como o árbitro.
De acordo com Richard Wiseman, professor de psicologia na Universidade de Hertfordshire e autor de *O Fator Sorte*, essas superstições funcionam como um mecanismo de redução de ansiedade, ajudando os indivíduos a se sentirem mais confortáveis diante de situações imprevisíveis ou de alto desempenho, como em esportes ou entrevistas de emprego. O psicólogo Bruno dos Santos, da UNINASSAU, em Petrolina, também reforça essa ideia, explicando que as pessoas se sentem mais tranquilas ao seguir tradições e rituais conhecidos, acreditando estar fazendo algo para garantir um desfecho favorável.
Por fim, a explicação para esse fenômeno está na combinação de diversos fatores cognitivos que promovem uma sensação de controle, ainda que essa sensação seja ilusória. A pesquisa mais conhecida sobre o tema foi publicada em 2010 na revista Psychology Science, elucidando que a busca por padrões e associações é uma característica natural do cérebro humano. Em resumo, o valor desses objetos de sorte não está em sua eficácia real, mas na força psicológico que oferecem, ajudando a lidar com a ansiedade e o medo do desconhecido.
O que sabemos?
- Pesquisas indicam que objetos de sorte ajudam a reduzir ansiedade ao proporcionar sensação de controle.
- Estudos sugerem que a crença se apoia na tendência humana de criar padrões e atribuir causa a coincidências.
- Pesquisadores destacam que o comportamento é alimentado por memórias seletivas e pensamento mágico.
- Existem experimentos que demonstram o vínculo entre superstições e o alívio da ansiedade em situações imprevisíveis.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





