Tecnologia

Empresas brasileiras enfrentam dificuldade em encontrar profissionais capacitados para usar inteligência artificial

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Estudo aponta crescimento no uso da IA, mas revela escassez de especialistas no mercado técnico

Profissional treinando uso de inteligência artificial em ambiente corporativo
Imagem: G1

Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, quase metade das empresas brasileiras já adotaram inteligência artificial, mas enfrentam dificuldades para contratar profissionais qualificados. A demanda por IA tem aumentado, mas a qualificação ainda é uma barreira.

De acordo com um estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, cerca de 50% das empresas brasileiras já adotaram alguma forma de inteligência artificial (IA) em suas operações. Essa tecnologia vem sendo cada vez mais utilizada para aumentar a eficiência e reduzir erros, principalmente em setores estratégicos, como o petróleo e a indústria farmacêutica. Ainda assim, um desafio importante se destaca perante esse avanço: a escassez de profissionais capacitados para operar e desenvolver esses sistemas complexos. Segundo a pesquisa, uma em cada quatro empresas relata que não encontra pessoas com qualificação suficiente para trabalhar com IA, o que pode dificultar a implementação de novas soluções tecnológicas no mercado.

O estudo também revela que, apesar das dificuldades, há um esforço para capacitar os próprios funcionários. Um exemplo citado por João Vitor Bernardino, diretor de operações de uma companhia que monitora poços de pré-sal a 200 km da costa e a 7 mil metros de profundidade, é o treinamento interno. Conforme ele, “formar profissionais dentro de casa é uma solução que atendeu muito bem esse desafio”, já que é difícil encontrar no mercado profissionais que atendam a todos os requisitos técnicos necessários. Essa prática tem permito que empresas garimpem o talento necessário para programas de alta tecnologia, especialmente na área de sistemas de monitoramento de condições operacionais e manutenção preditiva.

O estudo aponta ainda que, até 2025, aproximadamente 28,7% das empresas já utilizavam IA, e esse número deve subir para 45% em 2026, indicando uma aceleração na adoção. Os benefícios também são evidentes: em 2022, 52% das empresas acreditavam que a IA aumentava a produtividade, percentual que chegou a 64% neste ano. Na área da saúde, por exemplo, uma farmacêutica em Juiz de Fora, Minas Gerais, realiza um mapeamento de mais de 3 mil processos internos, visando identificar onde a IA pode reduzir erros e otimizar operações. Ainda assim, a falta de qualificação aparece como uma grande barreira, fazendo com que muitas empresas invistam em treinamentos internos para remediar essa escassez. Segundo Rodolpho Tobler, economista do instituto ligado à Fundação, “a qualificação da mão de obra acaba sendo uma barreira” nesse cenário.”

Enquanto isso, o mercado de trabalho para profissionais de IA permanece altamente competitivo. João Vitor Bernardino acrescenta que “é muito difícil encontrar um profissional que atenda a todos os requisitos que a gente precisa no mercado”, reforçando a importância de estratégias internas de capacitação. O estudo não confirma oficialmente, mas indica que o esforço para formar talentos dentro das próprias empresas pode ser a melhor alternativa até que o mercado de trabalho técnico se ajuste à demanda crescente. Ainda não há informações confirmadas sobre a formação de centros de treinamento ou cursos específicos, mas o cenário reforça a necessidade de qualificação na área, que hoje é comparada a um recurso valioso, quase como petróleo no setor de petróleo.

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O que sabemos?

  • Quase metade das empresas brasileiras já adotaram IA, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas.
  • O mercado de IA deve atingir 45% de adoção em 2026.
  • 25% das empresas relatam falta de profissionais qualificados para trabalhar com IA.
  • Empresas estão investindo na qualificação interna de funcionários para superar a escassez.

Fontes

  • G1 imprensa
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