Tecnologia

Especialistas debatem o uso da inteligência artificial para investir com segurança

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Tecnologia promete otimizar decisões financeiras, mas levanta questões sobre confiabilidade e limites

Ilustração de um computador com gráficos financeiros e símbolos de inteligência artificial
Imagem: CNN Brasil

A inteligência artificial tem se destacado como ferramenta de apoio ao investidor, ajudando na análise de ativos e na organização financeira. Especialistas alertam para a necessidade de questionar as respostas geradas por essas tecnologias.

Nos últimos anos, o uso de inteligência artificial (IA) no mercado financeiro tem crescido, oferecendo aos investidores ferramentas capazes de auxiliar na análise de ativos, organização financeira e até na execução de estratégias de investimento. Segundo Ricardo Ratner Rochman, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGVcef), essa tecnologia veio para ficar e pode ser uma grande aliada, sobretudo para quem já possui conhecimentos básicos sobre o mercado.

Ele explica que as ferramentas de IA podem resumir documentos, explicar conceitos, comparar alternativas e fazer simulações de investimento. Além disso, há plataformas especializadas, como a solução chamada Seven, do banco Inter, que combinam modelos de IA com bases de dados financeiras para ajudar na construção de carteiras e em tarefas automatizadas. Rochman destaca que o limite do uso dessas tecnologias depende mais do usuário do que da ferramenta em si: "Hoje, na verdade, a gente não tem limites do que pode fazer com a IA para investimentos. O usuário pode perguntar tudo que quiser". Entre os temas abordados, estão investimentos em renda fixa, ações, estratégias como long short e proteção de carteira por hedge, além de formas de investir no exterior.

Porém, o especialista alerta que respostas geradas por sistemas de IA precisam ser cuidadosamente questionadas e verificadas. Ele ressalta que informações incorretas, dados desatualizados ou “alucinações” — termo usado para descrever respostas falsas ou confusas produzidas por esses sistemas — podem representar riscos. Rochman compara a utilização da IA na área financeira à consulta médica: "Se você esconde dados importantes do seu 'médico' digital, ele não será capaz de fazer um diagnóstico adequado, o que pode levar a recomendar ações erradas ou regras de investimento que não atendem ao seu perfil". Assim, a recomendação dele é que o investidor seja cauteloso ao fornecer suas informações pessoais e financeiras, especialmente em plataformas que não são vinculadas a instituições financeiras, e nunca aceite automaticamente a primeira resposta fornecida pela tecnologia.

Embora o potencial de eficiência e rapidez seja grande, especialistas ressaltam a necessidade de manter uma postura crítica ao usar IA para decisões de investimento, para evitar riscos desnecessários e proteger seu patrimônio. Ainda não há uma regulamentação específica que limite o uso dessas ferramentas, mas a adoção consciente e informada é vista como o melhor caminho para quem deseja tirar proveito dessa inovação de forma segura

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O que sabemos?

  • A inteligência artificial pode apoiar na análise de ativos e organização financeira
  • Ferramentas de IA ajudam na explicação de conceitos e na comparação de alternativas
  • O limite do uso da IA depende mais do conhecimento do usuário do que das ferramentas disponíveis
  • Especialistas alertam para riscos, como informações incorretas e 'alucinações' geradas por IA

Fontes

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