Tecnologia

Brasil e Índia desenvolvem programa de inovação em saúde focado em pesquisa e mercado

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Iniciativa busca acelerar o desenvolvimento de tecnologias biomédicas por meio de intercâmbio entre dois países

Representantes brasileiros e indianos em assinatura de parceria para inovação em saúde.
Imagem: Jornal da USP

Um programa internacional chamado BRICS+ Biodesign, lançado em Nova Délhi, visa aproximar o Brasil e a Índia na área de pesquisa em saúde, envolvendo universidades, incubadoras e empresas de inovação. A iniciativa pretende fortalecer a transferência de pesquisa para o mercado por meio de etapas de seis meses em cada país.

Segundo informações da própria Universidade de São Paulo (USP), um novo programa de cooperação internacional foi lançado em setembro, em Nova Délhi, na Índia, com o objetivo de apoiar jovens empreendedores e pesquisadores na área de saúde. Intitulado BRICS+ Biodesign, o projeto propõe um intercâmbio de seis meses de atividades entre Brasil e Índia, nos quais participantes podem desenvolver protótipos, realizar testes e passar por procedimentos regulatórios necessários para transformar ideias inovadoras em produtos comerciais.

Segundo Antonio Adilton Oliveira Carneiro, professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB), a iniciativa funciona como uma aceleradora compartilhada, conectando os ecossistemas de inovação dos dois países. Durante o lançamento do programa, realizada em Nova Délhi, Carneiro assinou um memorando de entendimento para fomentar a cooperação entre a SBEB, a USP e as instituições indianas, buscando também envolver diretamente grupos de pesquisa na área de inovação e instrumentação médica.

De acordo com o professor, a ideia é que, na primeira etapa do programa, o participante identifique uma demanda de saúde e inicie o desenvolvimento de seu projeto, enquanto na segunda, tenha acesso às estruturas indianas para avançar na construção de protótipos, testes clínicos e procedimentos regulatórios. Carneiro destacou que há uma preocupação com a rápida transferência de pesquisas acadêmicas ao mercado, e por isso, as atividades no Brasil utilizarão recursos já existentes, como a residência em inovação do Inova USP e cursos do Supera Parque, além de potencialmente envolver projetos específicos, como um que desenvolve uma tecnologia para identificar a posição de sondas durante procedimentos médicos, usando ultrassom e técnicas magnéticas.

Embora ainda não haja confirmação oficial de outros detalhes ou de parcerias concretas além da assinatura do memorando com a SBEB, fontes da própria universidade indicam que o projeto poderá envolver diversos atores do meio acadêmico e empresarial. A expectativa é que essa iniciativa permita uma troca de experiências que acelere a inovação biomédica e a transferência de tecnologias do laboratório para a clínica.

Por ora, outras informações sobre a implementação das etapas do programa, o envolvimento de estudantes ou recursos disponíveis ainda não foram oficializadas, aguardando confirmações de fontes e possíveis informações adicionais nas próximas semanas.

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O que sabemos?

  • Um programa internacional chamado BRICS+ Biodesign foi lançado em setembro, em Nova Délhi.
  • A iniciativa visa promover intercâmbio de seis meses de atividades entre Brasil e Índia na área de saúde.
  • O projeto busca apoiar jovens empreendedores e pesquisadores na produção de tecnologias biomédicas.
  • Segundo o representante da USP, o programa funciona como uma aceleradora compartilhada que conecta os ecossistemas de inovação dos dois países.

Fontes

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