Tecnologia

Ferramentas de inteligência artificial começam a transformar o comércio eletrônico

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Uso de IA para compras online cresce rapidamente, desafiando estratégias tradicionais de gigantes do setor

Robô de distribuição do Mercado Livre em um centro de logística em Cajamar (SP)
Imagem: Folha de S.Paulo

A incorporação de agentes de IA como ChatGPT e Gemini no comércio eletrônico pode alterar a forma como consumidores procuram e compram produtos. Apesar de ainda representar uma pequena parcela do tráfego, o crescimento é acelerado.

O uso de inteligência artificial (IA) nos processos de compra online está ganhando força e pode provocar mudanças profundas na maneira como consumidores encontram e adquirem produtos na internet. Segundo fontes do setor financeiro, empresas como Amazon, Mercado Livre e Magazine Luiza já investem no desenvolvimento de ferramentas que utilizam agentes de IA, como ChatGPT, Gemini e Claude, para auxiliar na jornada de compra. Esses agentes têm a capacidade, em alguns casos, de buscar informações, fazer recomendações e até realizar compras em nome do usuário, numa modalidade que vem sendo chamada de comércio agêntico.

Embora essa prática ainda represente uma pequena porção do fluxo de acessos nos sites de e-commerce, dados recentes indicam que o crescimento é expressivo. De acordo com informações citadas por analistas do BTG Pactual, os acessos a plataformas de varejo originados por buscas e interações com IA tiveram um aumento de 203% entre junho de 2025 e maio de 2026. Mesmo assim, essa fatia corresponde a apenas 0,4% do total de visitas às lojas virtuais, uma parcela considerada pequena, mas em rápida expansão.

Quando focamos apenas nos marketplaces — os principais sites de comércio eletrônico onde se vendem diversos produtos — o volume de visitas geradas por IA atingiu uma média de 46,8 milhões por mês. Essa quantidade representa um aumento de 237% em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando que a tecnologia está ganhando terreno, mesmo que ainda não seja predominante na rotina de compras online. Ainda não há confirmação oficial de como exatamente essas ferramentas impactarão as estratégias de empresas do ramo, mas o movimento indica uma tendência crescente de mudança de comportamento do consumidor.

Especialistas do setor financeiro também apontam que esse cenário pode desafiar as estratégias tradicionais de concorrentes que atuam no comércio eletrônico, pois a implementação de agentes de IA oferece uma nova experiência de compra, mais rápida e personalizada. Ainda não é possível determinar, a curto prazo, como essa mudança afetará os custos, as margens de lucro ou a competição específica entre gigantes do setor, mas o fenômeno é considerado uma evolução importante no ambiente de inovação digital.

Até o momento, nenhuma das empresas envolvidas se pronunciou oficialmente sobre o impacto completo dessas ferramentas ou sobre planos específicos de expansão. Portanto, todo esse cenário ainda está em fase embrionária, mas evidencia que o uso de inteligência artificial pode vir a desempenhar papel central na transformação do comércio eletrônico nos próximos anos.

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O que sabemos?

  • A busca por produtos via IA cresce 203% entre junho de 2025 e maio de 2026.
  • Atualmente, apenas 0,4% do tráfego de sites de e-commerce é originado por IA.
  • Nos marketplaces, as visitas geradas por IA somam cerca de 46,8 milhões mensais, alta de 237% em um ano.
  • Empresas como Amazon, Mercado Livre e Magazine Luiza já estão desenvolvendo ferramentas de IA para a jornada de compra.

Fontes

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