Saúde

USP amplia pesquisa sobre tratamento para fibromialgia com inclusão de homens

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Estudo com auriculoterapia avança para nova fase e busca verificar efeitos em ambos os sexos

Imagem ilustrativa de estudo de pesquisa em clínica médica
Imagem: Jornal da USP

Pesquisa conduzida pela USP busca voluntários com fibromialgia, agora também incluindo homens, para estudar efeitos de terapia com estímulo luminoso na condição.

Uma pesquisa conduzida pelo Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP) está em uma nova fase, agora incluindo homens entre os voluntários que tenham fibromialgia, uma síndrome crônica que causa dor musculoesquelética generalizada. Segundo a fonte oficial da pesquisa, essa ampliação foi motivada por resultados preliminares positivos no estudo piloto, que até então envolvia apenas mulheres.

De acordo com a pesquisa, a fibromialgia é uma condição que afeta majoritariamente as mulheres, mas não exclui completamente os homens. A intenção da equipe de pesquisadores, segundo uma fonte da própria USP, é verificar se os efeitos observados na amostra feminina — como redução na dor, melhora na funcionalidade e na percepção de saúde — também se aplicam a homens, o que ajudará a tornar os resultados mais robustos e confiáveis para diferentes perfis de pacientes.

O estudo utiliza uma abordagem não farmacológica, envolvendo a aplicação de uma terapia com luz baseada na Frequência de Nogier, um método desenvolvido pelo médico francês Paul Nogier, que utiliza estímulo luminoso na aurícula. A pesquisa segue um desenho experimental rigoroso, sendo controlada, duplo-cega e com acompanhamento em três momentos: antes do tratamento, ao final de dez semanas de intervenção e após seis meses de acompanhamento. A coleta de dados ainda está em andamento, com análise de resultados por sexo em processamento.

Entre os resultados preliminares do estudo piloto, realizado somente com mulheres, pesquisadores relataram que a terapia com luz trouxe melhorias significativas na intensidade da dor e na interferência que ela causa na rotina, além de reduzir aspectos como a catastrofização da dor — uma espécie de exagero na percepção do sofrimento — e ansiedade. As participantes também relataram uma melhora considerável na autopercepção de saúde. Segundo a fonte, no início do estudo, mais da metade delas avaliava sua saúde como ruim, enquanto cerca de 10% considerava boa. Após o tratamento, essas porcentagens se inverteram, com aproximadamente 40% relatando saúde boa e apenas 15% como ruim.

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O que sabemos?

  • A pesquisa busca ampliar evidências sobre abordagens não farmacológicas para fibromialgia.
  • Incluir homens na nova fase do estudo foi uma decisão motivada por resultados positivos na etapa anterior.
  • O estudo utiliza estímulo luminoso na aurícula, baseado na Frequência de Nogier.
  • Resultados preliminares indicam redução na dor, melhora na saúde percebida e diminuição da ansiedade.
  • A coleta de dados e análise por sexo ainda estão em andamento.

Fontes

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