Saúde

Família de adolescente texana busca indenização após morte ligada ao consumo excessivo de cafeína

Em apuração ?

Caso levanta debate sobre limites seguros de ingestão de cafeína em produtos industrializados

Imagem ilustrativa de uma lata de energético e uma xícara de café
Imagem: CNN Brasil

A família de uma jovem de 17 anos entrou com pedido de reparação contra distribuidora de energético, após a morte atribuída a overdose de cafeína. Segundo fontes, o caso reacende discussões sobre os riscos do consumo excessivo dessa substância.

Segundo informações de uma fonte próxima ao caso, a família de uma adolescente texana de 17 anos entrou com uma ação de indenização contra a distribuidora de uma marca de energético, após a morte da jovem, ocorrida em abril de 2026. A causa da morte foi apontada como cardiomegalia, uma condição que caracteriza um coração aumentado, atribuída ao "estresse por ingestão de grandes quantidades de cafeína". Ainda não há confirmações oficiais sobre os detalhes do episódio, mas o advogado da família afirmou que "a cafeína era a única coisa que ela tinha no organismo" na hora do falecimento e criticou os avisos presentes na embalagem, que, na avaliação dele, eram inadequados diante dos riscos cardíacos.

A intoxicação por cafeína, embora rara, é possível e pode ocorrer tanto por consumo de grandes doses de uma só vez — como em suplementos, cápsulas ou energéticos — quanto por ingestões menores ao longo do tempo. Seus sintomas incluem tremores, confusão mental, aceleração do coração, agitação e perda de apetite. Casos mais extremos podem levar a convulsões ou até ao óbito. Segundo o FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador dos Estados Unidos, é considerado seguro o consumo de até 400 miligramas de cafeína por dia, embora seja aconselhável limitar a ingesta a 250 miligramas. A meia-vida da cafeína, ou seja, o tempo que ela leva para ser processada pelo organismo, pode chegar a cerca de nove horas e meia, o que significa que pequenas doses repetidas podem se somar e se tornar perigosas ao longo do dia.

Casos de overdose, quando se consome uma quantidade excessiva de cafeína, estão mais frequentemente associados a alimentos ou suplementos industrializados. Em 2022, um homem de 29 anos no País de Gales morreu após calcular erroneamente a quantidade de cafeína em pó a ser consumida, usando uma balança de cozinha. Segundo relatos, a dose recomendada no rótulo do produto variava entre 60 e 300 miligramas diários, mas o britânico tinha uma concentração de 392 miligramas em seu sangue, medida na autópsia. A dose letal média para adultos é estimada em 150 miligramas por quilo de peso corporal, tornando evidente os riscos de doses elevadas. Para crianças, adolescentes e pessoas com problemas cardíacos ou circulação sanguínea, a sensibilidade à cafeína é ainda maior.

Embora uma lata de refrigerante de 350 miligramas de cafeína, ou uma xícara de café (que chega a até 247 miligramas), geralmente não provoque intoxicação, o consumo repetido ou a combinação com remédios, cápsulas termogênicas ou chocolate aumenta consideravelmente o risco à saúde. Ainda não há confirmação oficial sobre a responsabilidade do produto consumido pela adolescente ou se ela tinha algum problema de saúde preexistente. A discussão, contudo, reforça a necessidade de cautela na ingestão de produtos cafeinados, à medida que há maior valorização do mercado por energéticos, suplementos e alimentos com adição de cafeína, que podem esconder riscos de overdose para populações mais vulneráveis.

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O que sabemos?

  • A família de uma adolescente texana de 17 anos entrou com pedido de indenização contra distribuidora de energético.
  • A causa da morte foi atribuída a cardiomegalia relacionada ao estresse por ingestão excessiva de cafeína.
  • Casos de overdose de cafeína podem ser fatais e incluem sintomas como tremores, confusão, batimentos acelerados, convulsões e morte.
  • A FDA recomenda limitar o consumo diário de cafeína a 250 mg, sendo considerado seguro até 400 mg.
  • Um homem de 29 anos morreu no País de Gales após consumir uma dose excessiva de cafeína em pó.

Fontes

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