Saúde

Temperaturas extremas elevam risco de hospitalização por insuficiência cardíaca na Suécia

Em apuração ?

Estudo revela impacto do frio e do calor na saúde de pacientes com problemas cardíacos

Paciente sendo atendido em hospital durante onda de frio
Imagem: Revista Galileu

Pesquisa feita com quase meio milhão de casos demonstra que tanto ondas de frio quanto de calor estão ligadas ao aumento das internações por insuficiência cardíaca, com efeitos que variam conforme a intensidade e duração da exposição.

Um estudo recente publicado no Journal of the American College of Cardiology (JACC) mostra que a variação extrema de temperatura pode ser uma ameaça para pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca. Segundo a pesquisa, tanto exposições a temperaturas muito baixas quanto altas aumentam o risco de hospitalização pela doença.

A equipe de pesquisadores analisou 482 mil internações registradas na Suécia ao longo de 15 anos, entre 2006 e 2021. O trabalho, que será apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) em 29 de agosto de 2026, focou nos efeitos das ondas de frio no período de outubro a março e das ondas de calor entre abril e setembro.

As ondas de frio foram definidas pelos pesquisadores como pelo menos dois dias consecutivos em que a temperatura ficou igual ou abaixo do 5º percentil para cada município, enquanto as ondas de calor corresponderam a dias com temperaturas iguais ou superiores ao 95º percentil. Os resultados indicaram que as ondas de frio aumentaram o risco de hospitalização entre dois e seis dias após a exposição, com maior impacto entre o terceiro e o quinto dia.

A exposição a temperaturas mais baixas fora dessas ondas também representou aumento significativo do risco de internação, observado de três a seis dias depois, especialmente entre o terceiro e o quinto dia. Já nos casos de calor extremo, o efeito foi mais rápido, pois o aumento do risco ocorreu entre o próprio dia da exposição e até três dias após.

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O que sabemos?

  • Exposição a temperaturas muito baixas ou muito altas está associada ao aumento do risco de hospitalização por insuficiência cardíaca.
  • Análise foi feita com 482 mil internações na Suécia de 2006 a 2021.
  • Ondas de frio foram definidas como pelo menos dois dias consecutivos com temperaturas iguais ou inferiores ao 5º percentil (outubro a março).
  • Ondas de calor foram definidas como temperaturas iguais ou superiores ao 95º percentil (abril a setembro).
  • Risco de hospitalização aumentou entre dois e seis dias após ondas de frio, com maior impacto entre o terceiro e quinto dia.
  • Exposição a temperaturas baixas fora das ondas também aumentou risco de internação, entre três e seis dias depois.
  • No caso do calor extremo, o aumento do risco ocorreu entre o dia da exposição e até três dias depois.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação foi divulgada apenas pela Revista Galileu, aguardando outras fontes.

Fontes

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