Saúde

Rondônia se destaca por altas taxas de hepatite B e queda expressiva da hepatite A

Em apuração ?

Porto Velho lidera entre as capitais brasileiras em detecção de hepatite B, enquanto casos de hepatite A caem 92% em 11 anos

Mapa de Rondônia com gráfico de casos de hepatite
Imagem: G1

Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026 revelam que Rondônia tem a segunda maior taxa de detecção de hepatite B no Brasil e acumulou mais de 16 mil casos de hepatites ao longo de 25 anos, mostrando também avanços significativos na redução da hepatite A.

Rondônia apresenta um quadro preocupante e, ao mesmo tempo, promissor em relação às hepatites virais. Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026, divulgado pelo Ministério da Saúde, o estado registrou em 2025 um total de 406 casos de hepatite B, consolidando a segunda maior taxa de detecção da doença no país. Porto Velho, capital do estado, se destaca com a maior taxa entre as capitais brasileiras, alcançando 38,4 casos por 100 mil habitantes.

O levantamento, que compilou dados entre os anos de 2000 e 2025, também mostra que Rondônia acumulou 16.086 casos de hepatites virais nas suas cinco formas monitoradas: hepatite A (1.830 casos), hepatite B (11.367), hepatite C (2.515), hepatite D (341) e hepatite E (33). Em 2025, o estado registrou ainda 201 casos de hepatite C, superando a média nacional, e mantém histórico significativo de hepatite D, com 341 casos desde 2000.

Por outro lado, Rondônia apresenta números muito mais animadores no que diz respeito à hepatite A. Entre 2014 e 2025, o estado reduziu em 92% o número de notificações da doença, caindo de 124 para apenas nove casos. Essa queda é ainda mais acentuada em Porto Velho, refletindo avanços importantes na prevenção e saneamento.

A pesquisadora Deusilene Vieira destaca que as infecções crônicas, como as hepatites B, C e D, são silenciosas e podem evoluir sem apresentar sintomas por anos, dificultando o diagnóstico. "O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento e controle da doença. Além disso, a vacinação é uma ferramenta essencial para evitar a propagação do vírus em Rondônia", alerta a especialista, reforçando a necessidade de ampliar a atenção à hepatite B, especialmente em Porto Velho.

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O boletim, ao evidenciar que Rondônia possui a segunda maior taxa de detecção de hepatite B do Brasil e lidera entre as capitais, aponta para desafios de saúde pública e também para áreas onde políticas preventivas têm surtido efeito, como no combate à hepatite A. Segundo os dados, o estado é um dos que apresentam as menores taxas da hepatite A no país, em um cenário de redução progressiva desde 2014.

Esses indicadores reforçam a importância das campanhas de vacinação, do diagnóstico precoce e da oferta de tratamento nas unidades de saúde, visando diminuir a circulação dos vírus e a ocorrência de casos graves que podem comprometer a saúde da população rondoniense.

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O que sabemos?

  • Rondônia tem a segunda maior taxa de detecção de hepatite B no Brasil
  • Porto Velho lidera entre as capitais com 38,4 casos de hepatite B por 100.000 habitantes em 2025
  • O estado acumulou 16.086 casos de hepatites virais entre 2000 e 2025, incluindo 11.367 de hepatite B
  • Hepatite A teve redução de 92% em Rondônia entre 2014 e 2025, com apenas 9 casos em 2025

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas por G1; aguardando outras fontes.

Fontes

  • G1 imprensa
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