Saúde

Psilocibina pode aliviar sintomas persistentes da doença de Lyme, aponta estudo piloto

Em apuração ?

Pesquisa liderada por Johns Hopkins sugere que duas doses da substância reduzem sintomas meses após tratamento convencional

Representação gráfica da psilocibina e ilustração de carrapato transmissor da doença de Lyme
Imagem: ScienceAlert

Estudo com 20 pacientes mostra que a administração controlada de psilocibina diminui significativamente fadiga, dores e depressão associadas à síndrome de Lyme pós-tratamento.

A doença de Lyme, transmitida pela picada de carrapatos infectados, é a mais comum entre as enfermidades transmitidas por insetos ou aracnídeos nos Estados Unidos, com cerca de meio milhão de pessoas diagnosticadas e tratadas anualmente, segundo dados da pesquisa liderada por Albert Garcia-Romeu, do Johns Hopkins Center for Psychedelic and Consciousness Research.

Embora os antibióticos sejam o tratamento padrão, um número considerável de pacientes continua a sofrer com sintomas debilitantes por meses ou até anos após o término da medicação, como fadiga intensa, névoa cerebral (dificuldade de concentração) e dores no corpo, caracterizando a chamada síndrome de Lyme pós-tratamento (PTLD, na sigla em inglês).

Buscando alternativas, uma pesquisa piloto com 20 pessoas submetidas a duas doses de psilocibina — composto psicodélico encontrado em certos cogumelos — revelou melhorias significativas nos sintomas relacionados à PTLD. Os voluntários receberam as doses sob supervisão clínica e, duas semanas após a segunda dose, relataram redução de 52% no conjunto dos sintomas em relação ao estado antes do tratamento.

Além disso, após seis meses do último tratamento, os sintomas permaneciam aproximadamente entre 40% e 50% abaixo dos níveis iniciais, indicando um efeito duradouro da psilocibina. As análises apontaram que sintomas depressivos diminuíram entre 50% e 60%, distúrbios do sono caíram entre 40% e 50%, e a fadiga severa reduziu entre 25% e 30%. Também houve queda de 40% a 50% nas pontuações totais de dor ao longo do estudo.

Segundo os autores, "os tamanhos do efeito padronizados dentro do participante foram grandes e mantiveram-se estáveis mesmo excluindo valores discrepantes multivariados". Porém, eles ressaltam o caráter preliminar dos resultados, enfatizando a necessidade de estudos subsequentes mais robustos, incluindo ensaios clínicos randomizados, controlados e cegos para confirmar a segurança e eficácia do tratamento.

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O que sabemos?

  • Doença de Lyme é a mais comum transmitida por insetos/aracnídeos nos EUA.
  • Metade de milhão de pessoas são diagnosticadas e tratadas anualmente com antibióticos.
  • Pacientes podem sofrer sintomas persistentes mesmo após tratamento farmacológico.
  • Estudo piloto com 20 pessoas mostrou que psilocibina pode reduzir sintomas da síndrome pós-Lyme.

O que ainda não foi confirmado?

  • Resultados divulgados apenas pela ScienceAlert; aguardam confirmação por outras fontes.

Fontes

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