Saúde

Número de internações infantis por quedas no Piauí é o quarto maior do Nordeste, aponta estudo

Em apuração ?

Dados de uma década revelam risco crescente e apontam caminhos para prevenção

Criança brincando ao ar livre com capacete e supervisão de adulto
Imagem: G1

Segundo levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, entre 2016 e 2025, o estado registrou 8.725 hospitalizações de crianças por quedas, colocando o Piauí na quarta posição entre os estados do Nordeste nesse tipo de acidente.

Um estudo divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com base em dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), revelou que o Piauí registrou 8.725 internações de crianças menores de 10 anos devido a quedas entre os anos de 2016 e 2025. Segundo a entidade, o estado ocupa a quarta colocação no Nordeste nesse índice, o que preocupa profissionais de saúde e responsáveis por políticas de segurança infantil na região.

De acordo com a pesquisa, os tipos de acidentes variam conforme a faixa etária das crianças. Entre bebês com menos de 1 ano, as quedas geralmente ocorrem de superfícies elevadas como camas, sofás, trocadores e outros móveis. Para crianças de 1 a 4 anos, os principais riscos aparecem em janelas, escadas, sacadas, áreas molhadas e próximas a piscinas, tornando esses ambientes particularmente perigosos. Já entre as crianças maiores de 5 anos, os acidentes mais comuns acontecem durante brincadeiras ao ar livre, em muros, árvores, lajes e também durante o uso de bicicletas, patinetes e skates.

Campinas de segurança simples podem ajudar na prevenção, conforme destacou o presidente da SBP, Edson Liberal. “Grande parte desses acidentes poderia ser evitada com medidas básicas de segurança. É preciso identificar os riscos em cada ambiente onde a criança brinca, estuda e circula,” afirmou. A presidente do Departamento Científico de Segurança da SBP, Adriana Rocha Brito, reforçou a importância da supervisão constante dos adultos, especialmente na fase de desenvolvimento infantil, alertando que conversar e orientar as crianças ajuda na conscientização sobre situações perigosas.

Entre as recomendações da entidade estão não deixar bebês sozinhos em camas, sofás ou trocadores, instalar telas de proteção em janelas e sacadas, manter móveis afastados desses locais, evitar brincadeiras em superfícies molhadas ou escorregadias, além de supervisionar as crianças durante as atividades ao ar livre. Também é indicado o uso de equipamentos de proteção, como capacetes, joelheiras e cotoveleiras, ao andar de bicicleta, skate ou patinete. Especialistas alertam ainda para o risco de uso de andadores, que, segundo estudos, aumento o risco de quedas e lesões.

Embora os números demonstrem uma preocupação real com a segurança das crianças no Piauí, o clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre o tema, e a divulgação da informação foi feita apenas por uma fonte, a SBP, aguardando confirmação adicional. Diante desses dados, o que fica claro é que medidas preventivas simples podem fazer uma grande diferença na preservação da integridade física dos pequenos, especialmente na fase de maior vulnerabilidade a acidentes.

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O que sabemos?

  • Entre 2016 e 2025, o Piauí registrou 8.725 internações de crianças menores de 10 anos por quedas.
  • O estado é o quarto do Nordeste nesse índice de internações por quedas infantis.
  • As quedas em bebês, de menos de 1 ano, costumam acontecer de superfícies elevadas como camas e trocadores.
  • Crianças de 1 a 4 anos se acidentam principalmente em janelas, escadas, áreas próximas a piscinas e sacadas.
  • Para crianças acima de 5 anos, os acidentes geralmente ocorrem durante brincadeiras ao ar livre, usando bicicletas, skate ou patinetes.
  • Medidas simples de segurança, como instalar telas de proteção e supervisionar, podem evitar muitos desses acidentes.

Fontes

  • G1 imprensa
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