Saúde

Novo caso de sarampo é registrado em São Paulo e aumenta preocupação sobre vacinação

Em apuração ?

Homem de 42 anos sem esquema vacinal confirmado como vítima mais recente da doença em 2026

Ilustração de uma vacina e vírus do sarampo
Imagem: CNN Brasil

São Paulo confirma seu 37º caso de sarampo em 2026. Um homem de 42 anos, não imunizado, foi diagnosticado com a doença, elevando o alerta na saúde pública do estado.

Na última quarta-feira, a Secretaria de Saúde do estado de São Paulo confirmou um novo caso de sarampo, elevando para 37 o total de casos registrados neste ano na região. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (24), trata-se de um homem de 42 anos que não possuía histórico de vacinação contra a doença, levantando preocupações sobre a cobertura vacinal na população adulta. A confirmação do diagnóstico foi feita após exames laboratoriais realizados na data anterior.

Ainda de acordo com a secretaria, a maioria dos casos de sarampo registrados até agora envolve pessoas que não tinham ou tinham esquema vacinal incompleto. No total, 27 dos pacientes infectados não tinham registro de imunização ou apresentavam esquema vacinal irregular. Os demais casos incluem moradores da capital paulista, com destaque para 33 registros na cidade, além de ocorrências em São Bernardo do Campo (dois), Guarulhos (um) e Santo André (um). Esses números demonstram uma disseminação que, apesar de limitada em relação às grandes epidemias passadas, mantém o alerta aceso entre os especialistas.

A vacinação contra o sarampo é a principal estratégia de prevenção, e a Secretaria de Saúde reforçou que a imunização está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios do estado. A orientação é que pessoas com idades entre seis meses e 59 anos procurem se vacinar, independente do histórico vacinal. Crianças de 12 meses recebem a primeira dose e, aos 15 meses, a segunda. Para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que residem nas regiões de maior risco — incluindo São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André —, ainda é aplicada uma dose zero da vacina tríplice viral, mas essa não substitui as doses do calendário padrão.

Para indivíduos entre 15 meses e 29 anos, o recomendado é tomar duas doses, com, pelo menos, 30 dias entre elas. Pessoas de 30 a 59 anos devem, pelo menos, ter uma dose registrada na caderneta de vacinação. No caso dos profissionais de saúde, o esquema recomendado é de duas doses, independentemente da idade, por se tratarem de grupos mais expostos ao vírus. Ainda segundo a fonte, a imunização é a melhor ferramenta para evitar novos casos, especialmente em um cenário de retomada de circulação do vírus no estado.

Até o momento, a Secretaria de Saúde ainda não confirmou oficialmente se outros fatores contribuíram para o aumento de casos ou se há um foco específico de transmissão. A situação ainda está sendo monitorada, e as autoridades continuam reforçando a importância da vacinação constante, sobretudo diante do risco de surtos em populações vulneráveis. O silêncio oficial sobre possíveis medidas adicionais mantém a dúvida no ar, mas o fato é que a vigilância epidemiológica está atenta a quaisquer novas ocorrências que possam surgir.

Publicidade

O que sabemos?

  • Homem de 42 anos sem vacinação confirmado como caso de sarampo em São Paulo
  • Total de casos em 2026 chega a 37, com maior prevalência na capital paulista
  • A maioria dos infectados não tinha esquema vacinal completo ou registro dele
  • Vacina tríplice viral disponível gratuitamente para idades várias em todas as unidades de saúde do estado
  • Idade de vacinação infantil segue calendário oficial, com doses aos 12 e 15 meses

Fontes

Publicidade