Saúde

Campanha inusitada em Lisboa: liberação de milhões de mosquitos machos para controlar a população

Em apuração ?

Iniciativa de saúde pública usa mosquitos estéreis na tentativa de reduzir surtos de doenças transmitidas pelo Aedes albopictus

Mosquitos machos sendo liberados em uma área ao ar livre durante o projeto de controle populacional.
Imagem: CNN Brasil

Em Lisboa, uma operação de liberação de mosquitos machos estéreis visa diminuir a quantidade de mosquitos transmissores de dengue, zika e febre amarela. A ação já liberou 60 mil mosquitos e continua com 30 mil programados para serem soltados.

Em uma estratégia pouco convencional, diversas freguesias de Lisboa, Portugal, estão recebendo uma liberação controlada de mosquitos machos da espécie Aedes albopictus, também conhecida como mosquito-tigre-asiático. Segundo informações divulgadas por uma fonte não oficial, o projeto de saúde pública já liberou 60 mil desses insetos nas últimas semanas, e nesta quinta-feira, dia 24, a liberação final programada prevê o lançamento de mais 30 mil. Essas ações têm como objetivo diminuir a população total de mosquitos na região a longo prazo, uma vez que todos os mosquitos libertados são machos estéreis e, portanto, incapazes de transmitir doenças ou gerar descendentes.

Segundo a mesma fonte, todos os mosquitos utilizados na liberação são machos e não representam risco de picadas aos seres humanos. Além disso, eles não serão capazes de se reproduzir, pois são estéreis. A lógica por trás dessa estratégia é que esses machos competirão com os mosquitos férteis já existentes na área, dificultando a reprodução da espécie. Essa técnica, chamada de 'liberação de machos estéreis', é considerada uma medida de controle biológico eficiente, especialmente contra espécies vetor de doenças como dengue, zika e febre amarela, que representam uma preocupação constante na região.

Vale lembrar que o Aedes albopictus pode transmitir doenças que ameaçam a saúde pública. Por isso, especialistas recomendam que a população continue adotando medidas de prevenção, como evitar o acúmulo de água parada, que serve de criadouro para os mosquitos. Ainda não há confirmação de que essa técnica tenha resultado em uma redução expressiva na incidência de doenças na área, e as autoridades locais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre os resultados do projeto até o momento.

Curiosamente, uma estratégia semelhante tem sido adotada em outros locais, incluindo uma propriedade na Califórnia, onde o ator Arnold Schwarzenegger destinou uma área de 16 hectares para a criação de um ecossistema exclusivo e para a expansão de uma trilha famosa. Entretanto, o projeto de Lisboa parece seguir um caminho inovador ao usar mosquitos estéreis na tentativa de melhorar a saúde pública, um método que ainda está em fase experimental e que necessita de acompanhamento para avaliar sua efetividade ao longo do tempo.

Enquanto isso, a expectativa é que novas divulgações aconteçam nos próximos dias, consolidando uma alternativa que, embora ainda não confirmada oficialmente, demonstra a busca por soluções diferentes no combate às doenças transmitidas por mosquitos, que continuam sendo um grande desafio na medicina preventiva.

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O que sabemos?

  • Diversas freguesias de Lisboa estão recebendo liberação de mosquitos machos estéreis.
  • Já foram libertados 60 mil mosquitos nas últimas semanas.
  • A liberação final ocorre nesta quinta-feira (24), com mais 30 mil mosquitos.
  • Mosquitos libertados são machos e estéreis, não picam e não geram descendentes.

Fontes

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