Saúde

Mãe de menino que lutou por cirurgia em SP revela que procedimento não será realizado

Em apuração ?

Transferência do paciente ao hospital paulista não resultou na indicação de cirurgia, e família deve retornar ao Tocantins

Mãe de Kauan em vídeo nas redes sociais expressando frustração
Imagem: G1

Após tentativa de conseguir uma cirurgia cardíaca em São Paulo, mãe de Kauan confirma que procedimento não será feito e que o filho deve voltar ao Tocantins. Caso despertou mobilização por parte da família e debates sobre acesso à saúde.

A mãe do menino Kauan, que buscou por anos uma transferência de tratamento de saúde em outro estado, revelou nesta sexta-feira (2) que seu filho não passará mais por uma cirurgia prevista em São Paulo. Segundo ela, exames realizados após a transferência mostraram que não há indicação médica para o procedimento, que seria uma cirurgia de Fontan, indicada para pacientes com apenas um ventrículo funcional no coração. A informação foi confirmada pela mãe, Laise Sousa, que disse ainda que a família irá retornar ao Tocantins, buscando priorizar o conforto do menino.

Desde 2024, a família de Kauan vem lutando para conseguir um tratamento fora de domicílio, após uma solicitação de transferência ao hospital paulista. Segundo Laise, ela chegou a se acorrentar na porta do Hospital Geral de Palmas (HGP) em setembro do ano passado, em uma tentativa desesperada de chamar atenção para o caso. No mesmo dia, ela também se acorrentou em frente ao Ministério Público do Tocantins, na esperança de acelerar a transferência do filho. Ainda assim, o processo se arrastou por mais de um ano, resultando na transferência do menino para São Paulo na semana passada, com a esperança de uma intervenção cirúrgica que pudesse salvar sua vida.

Ao chegar ao hospital paulista, Kauan passou por uma bateria de exames e avaliações médicas. Contudo, a equipe médica informou à família que, após análise, não há mais indicação para a cirurgia Fontan, procedimento indicado para casos como o dele. Ainda de acordo com a mãe, os médicos afirmaram que não há o que fazer além de retornarem ao Tocantins, já que o risco de tentar uma intervenção agora seria alto, podendo levar à morte do menino. Laise relatou em vídeo nas redes sociais que agora seu maior desejo é garantir que Kauan tenha conforto, e que aceitar o diagnóstico não é fácil, mas é o que resta.

O Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, em São Paulo, confirmou em nota que realizou avaliação do paciente e forneceu esclarecimentos à família, ressaltando que, por lei, não pode divulgar informações específicas sobre o caso. A situação, portanto, ainda não oficializada pela instituição, acompanha o sentimento de frustração da família, que busca uma alternativa viável para o tratamento de Kauan. A história do menino vem despertando atenção e debates sobre o acesso às cirurgias complexas em hospitais públicos e o papel da Justiça na tentativa de garantir o tratamento necessário.

Na sua origem, a família é de Paraíso do Tocantins, cidade a aproximadamente 60 km de Palmas, e sua batalha começou em 2024, quando Laise solicitou inicialmente o tratamento em uma unidade especializada fora do estado. Em julho de 2025, a Justiça determinou, por meio de uma decisão, que o Estado transferisse Kauan ao Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, inclusive autorizando o uso de UTI aérea e o custeio da estadia com um acompanhante. No entanto, em uma decisão posterior, foi bloqueado o valor para a realização da cirurgia, deixando o caso pendente de solução definitiva, até a confirmação de que a operação não será mais realizada.

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O que sabemos?

  • Mãe de Kauan confirmou que o procedimento não será realizado após avaliação médica.
  • A transferência de Kauan ocorreu na semana passada.
  • Exames mostraram que não há indicação para cirurgia Fontan.
  • Mãe se acorrentou na porta do hospital de Palmas e em frente ao Ministério Público em 2024 e 2026.
  • Família é de Paraíso do Tocantins, a cerca de 60 km de Palmas.

Fontes

  • G1 imprensa
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