Médico evita redes sociais: tendência ou resistência à modernidade?
Profissional de 53 anos afirma preferir manter distância dos perfis digitais, citando tradição e preocupação com a exposição
Apesar da popularização das redes sociais entre profissionais de saúde, alguns médicos optam por ficar fora das plataformas. Este é o caso do dermatologista Emerson Vicente Alves, que nunca teve perfis nas redes, deixando claro seu posicionamento.
Nos últimos anos, o uso de redes sociais por médicos se fortaleceu como uma estratégia comum para atrair pacientes e destacar suas especialidades. Plataformas como Instagram, Facebook e TikTok viraram ferramentas de marketing e comunicação, permitindo que profissionais compartilhem procedimentos, esclareçam dúvidas e reforcem sua autoridade no mercado de saúde. No entanto, nem todos os médicos estão dispostos a embarcar nessa tendência.
Segundo a reportagem do UOL Notícias, o dermatologista Emerson Vicente Alves, de 53 anos, é um exemplo dessa resistência. Em entrevista, ele declarou que prefere se manter distante das redes sociais, brincando que "há uma brincadeira de que residência e capacitação é para médico que não se garante no Instagram". Alves revelou que a única rede social que chegou a usar foi o Orkut, que foi extinto em 2014, e que agora escolheu não acompanhar o fluxo digital. Para ele, a decisão foi motivada pelo desejo de preservar sua privacidade e evitar a exposição excessiva, algo que considera pouco importante para sua prática.
O movimento de médicos nas redes, conforme explica o segundo secretário do Conselho Federal de Medicina (CFM), Estevam Rivello, vem transformando a comunicação médica. Muitas vezes, os perfis profissionais são utilizados para construir credibilidade, atrair pacientes e divulgar metodologias e procedimentos. Ainda assim, essa prática enfrenta debates sobre ética e limites. O CFM, órgão regulador da profissão, atualizou suas normas em março de 2024 para oferecer orientações mais específicas sobre o uso das redes sociais pelos médicos, buscando evitar condutas que possam comprometer o código de ética profissional.
Outro aspecto importante mencionado por especialistas é que a decisão de não usar redes sociais não necessariamente sinaliza uma postura antagônica à inovação. Alguns profissionais preferem manter a comunicação tradicional ou investir em outros meios de relacionamento com seus pacientes. Ainda não há uma norma obrigatória que obrigue ou proíba o uso de plataformas digitais, deixando a questão a critério de cada médico. Para Alves, a prioridade é atender seus pacientes com dedicação e sem as distrações que, na sua visão, podem ser causadas pelas redes sociais.
Com o crescimento da digitalização, a questão do posicionamento desses profissionais no ambiente virtual promete continuar em pauta, movimentando debates sobre ética, estratégia e limites na medicina moderna.
O que sabemos?
- Médico de 53 anos prefere não usar redes sociais.
- Ele não possui perfis em plataformas digitais, apenas usou o Orkut há anos.
- Segundo o segundo secretário do CFM, o movimento de médicos nas redes cresceu nos últimos anos.
- Normas do CFM sobre uso de redes sociais foram atualizadas em março de 2024.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





