Início da incorporação da PrEP injetável contra HIV ao SUS gera expectativa e limitações
Remédio de longa duração deve chegar ao sistema público ainda neste ano, mas com restrições iniciais
A previsão é que o Apretude, medicação injetável contra o HIV, seja incorporada ao SUS até o final de 2023, com oferta restrita inicialmente. A decisão ainda depende de aprovação oficial, mas já há passos importantes em andamento.
Segundo fontes ligadas ao Ministério da Saúde, a expectativa é de que a medida de incorporar a PrEP injetável contra o HIV ao Sistema Único de Saúde (SUS) aconteça ainda neste ano, embora com um começo modesto. A previsão é de que o medicamento, apresentado comercialmente como Apretude e desenvolvido pela GSK/Viiv, seja disponibilizado inicialmente em quantidade limitada, abarcando poucas cidades e um público específico, prioritariamente pessoas que têm dificuldades de aderir ao comprimido diário. Essa abordagem busca atender a uma demanda que há tempos é discutida na área de saúde pública, enquanto se aguarda a oficialização da inclusão.
O uso do Apretude representa uma inovação no Brasil, pois será o primeiro medicamento de longa duração — ou seja, que exige menos doses frequentes — destinado à prevenção do HIV disponibilizado pelo SUS, segundo informações não confirmadas oficialmente. Ainda assim, fontes ressaltam que a chegada do remédio ao sistema público depende de etapas burocráticas, como a aprovação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), que já suspeita uma recomendação preliminar favorável ao produto. Essa avaliação é considerada um avanço, pois a análise pela Conitec foi um "passo importante para a prevenção do HIV no país", afirma uma fonte ligada à farmacêutica responsável.
Apesar do entusiasmo, há incertezas quanto ao cronograma: tanto o Ministério da Saúde quanto a farmacêutica não confirmaram uma data definitiva para disponibilidade e distribuição do medicamento. Ainda assim, há um alinhamento de que a GSK já teria se preparado para atender à demanda crescente na rede pública, o que sugere uma previsão de chegada próxima, mesmo que o número de unidades inicialmente seja reduzido.
O anúncio ocorre num momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem destacado a importância de ampliar o acesso às estratégias de prevenção ao HIV, especialmente entre populações mais vulneráveis. A implantação do Apretude no SUS pode representar um avanço no combate ao vírus, oferecendo uma alternativa de prevenção que não exige a regularidade de um comprimido diário, facilitando a adesão de públicos específicos.
Por fim, especialistas e ativistas aguardam a confirmação oficial da data de chegada e a ampliação gradual do acesso ao medicamento, que poderá marcar uma nova fase na estratégia de enfrentamento ao HIV no Brasil. Todo esse cenário reforça a expectativa de que, mesmo com limitações inicialmente previstas, o país caminharia rumo a uma maior diversidade de opções para quem busca prevenção, reforçando a importância de políticas públicas alinhadas às inovações farmacêuticas.
O que sabemos?
- A PrEP injetável deve ser fomentada pelo SUS ainda em 2023.
- A previsão inicial é de oferta limitada, com poucas cidades.
- A aprovação pelo Conitec foi preliminar e favorável.
- O medicamento será o primeiro de longa duração na prevenção ao HIV pelo SUS.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





