Especialista explica fatores de risco que podem levar à trombose além da internação hospitalar
Doenças, hábitos e condições do dia a dia podem contribuir para formação de coágulos nas veias profundas
A trombose venosa profunda não ocorre apenas em ambientes médicos. Fatores como sedentarismo, obesidade e uso de hormônios influenciam o risco. Entenda como esses elementos se combinam.
Apesar de a imagem comum associar a trombose venosa profunda àqueles momentos de longa imobilidade em hospitais ou após cirurgias, especialistas alertam que o risco de desenvolver coágulos nas veias profundas é mais amplo e pode estar presente também na rotina diária de muitas pessoas. Segundo uma fonte da CNN Brasil, fatores como obesidade, idade avançada, histórico familiar, uso de hormônios, câncer e condições hereditárias de coagulação podem aumentar significativamente a chance de formação de trombos, mesmo fora do ambiente hospitalar.
De acordo com o especialista, a formação do coágulo ocorre geralmente nas veias profundas das pernas, e o problema mais perigoso acontece quando uma parte do trombo se desprende e viaja até os pulmões, causando uma embolia pulmonar, uma condição grave que pode levar à morte. Ele destacou ainda que, embora viajar longas distâncias geralmente ofereçam baixo risco para pessoas saudáveis, o risco aumenta quando há uma combinação de fatores, como horas de imobilidade, obesidade, uso de medicamentos hormonais, gravidez, câncer ou episódios anteriores de trombose.
Outro aspecto importante mencionado foi o impacto do comportamento sedentário, que se intensificou com o aumento do trabalho em frente ao computador, o home office e longos deslocamentos. Apesar de ainda não haver consenso definitivo na pesquisa, estudos indicam que períodos prolongados sem movimento favorecem a estase do sangue nas pernas, elevando a probabilidade de formação de coágulos, especialmente em indivíduos com outros fatores de risco. Ainda segundo a fonte, raramente uma única condição explica a ocorrência de trombose, sendo o resultado da soma de múltiplos fatores.
Para as mulheres, a avaliação deve ser ainda mais cuidadosa, especialmente em casos que envolvem o uso de anticoncepcionais à base de estrogênio e terapias hormonais, que podem aumentar o risco de trombose, além da gravidez e o período pós-parto, que naturalmente alteram a coagulação. A doença oncológica também merece atenção, pois certos cânceres e seus tratamentos podem elevar o risco de coagulação sanguínea. Assim, a recomendação é que cada caso seja avaliado individualmente, considerando o histórico de saúde, idade, hábitos, uso de medicamentos e fatores genéticos.
Por fim, a fonte reforça que ações simples, como estimular a mobilidade e evitar longos períodos de inatividade, podem ser suficientes para reduzir o risco em muitas situações. Em casos de maior vulnerabilidade, o uso de medicamentos anticoagulantes pode ser indicado, mas essa decisão deve ser tomada de forma personalizada por um profissional de saúde. Ainda não há confirmação oficial de outras fontes ou dados concretos, mas o alerta é claro: fatores do cotidiano podem contribuir de forma significativa para o risco de trombose, que muitas vezes passa despercebida até uma complicação grave acontecer.
O que sabemos?
- Trombose venosa profunda pode ocorrer fora do ambiente hospitalar.
- Condições como obesidade, idade e uso de hormônios aumentam o risco.
- Longas horas sentado e sedentarismo favorecem a formação de coágulos.
- Mulheres usando anticoncepcionais ou que estão grávidas têm risco aumentado.
- Fatores múltiplos geralmente contribuem para a ocorrência da trombose.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





