Amapá intensifica vacinação contra sarampo em meio a investigações
Estado reforça ações extramuro diante de suspeitas e registros internacionais
Amapá realiza mutirão de vacinação para ampliar cobertura por preocupação com casos suspeitos de sarampo e surto global, enquanto o Brasil confirma 52 casos. A estratégia busca alcançar comunidades vulneráveis, especialmente indígenas.
A Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá (SVS) está intensificando ações de vacinação fora dos postos tradicionais, numa tentativa de ampliar a cobertura imunológica e evitar o retorno do sarampo ao estado. Segundo informações de uma fonte oficial, essa estratégia, chamada de 'vacinação extramuro', consiste em levar equipes e doses do Sistema Único de Saúde (SUS) a locais de grande circulação, como empresas, instituições privadas e órgãos públicos, especialmente em regiões vulneráveis.
A medida ganha urgência diante da investigação de sete casos suspeitos de sarampo no estado, ainda não confirmados oficialmente, enquanto o Brasil já registra 52 confirmações da doença neste ano. Segundo o coordenador de imunização do Amapá, Ivon Cardoso, a ação visa atingir populações que, por alguma razão, não conseguem acessar as salas de vacina convencionais. Ele explicou: “As ações extramuros consistem nisso: procurar as pessoas para vacinar. Ou seja, são todas aquelas pessoas que não conseguem acessar a salas de vacina. Através desse trabalho, a gente consegue chegar nas empresas, nas instituições privadas, em órgãos públicos e atualizar a carteira vacinal.”
O alerta de risco se intensificou devido à disseminação de surtos em países das Américas, como Estados Unidos, México, Guatemala e Peru. No Amapá, as autoridades priorizam regiões de fronteira, particularmente áreas indígenas em locais como Oiapoque e Pedra Branca, onde há maior fluxo de pessoas e vulnerabilidade. Ainda segundo a fonte, “a gente tem uma grande preocupação com a questão da área indígena. Oiapoque e Pedra Branca, por exemplo, são locais onde a gente precisa estar intensificando e levando essa vacina para essas pessoas.”
De acordo com os dados mais recentes, a cobertura vacinal no estado evoluiu, passando de 58,1% em 2022 para 78,4% em 2025, com uma média de 75,3% até o momento, embora ainda esteja abaixo da meta recomendada pelo Ministério da Saúde, que é entre 90% e 95%. Ivon Cardoso atribui a esse atraso às hesitações vacinais e a falhas tecnológicas, que dificultam o alcance da meta. Ele reforçou a importância da vacinação: “A principal forma de proteção contra o sarampo é a vacina Tríplice Viral, que também protege contra caxumba e rubéola. É importante a gente estar se vacinando contra o sarampo através da Tríplice Viral para que com certeza a gente não corra o risco de o sarampo chegar aqui no estado.”
Apesar do avanço na cobertura vacinal, as ações continuam sendo necessárias para evitar a reintrodução da doença. Autoridades reforçam que a estratégia extramuro é fundamental para atingir grupos que ainda estão fora do calendário, principalmente em um momento em que o vírus circula globalmente. Ainda não há informações sobre o desfecho das investigações locais, e o clube responsável pela saúde pública do estado não se pronunciou oficialmente até o momento.
O que sabemos?
- Amapá investiga 7 casos suspeitos de sarampo.
- Brasil já registra 52 confirmações de sarampo em 2024.
- A cobertura vacinal infantil no Amapá está em 75,3%, abaixo do ideal de 90-95%.
- Autoridades realizam mutirão de vacinação extramuro para ampliar imunização.
- A estratégia leva equipes e imunizantes a locais de grande circulação e vulneráveis.
Fontes
- G1 imprensa





