Saúde

Estudo revela que canetas emagrecedoras podem diminuir risco de câncer ligado à obesidade

Em apuração ?

Medicamentos como os que usam receptor do hormônio GLP-1 têm potencial de reduzir incidência de tumores relacionados ao excesso de peso, aponta pesquisa nos EUA

Ilustração de uma caneta injetável ao lado de símbolos de câncer e peso corporal.
Imagem: CNN Brasil

Pesquisa com mais de 229 mil adultos revela que uso de certos medicamentos injetáveis emagrecedores reduz em até 41% o risco de alguns cânceres associados à obesidade. Ainda não há confirmações oficiais no Brasil, mas o tema desperta interesse na área da saúde.

Um estudo recente publicado na revista científica Annals of Oncology chamou a atenção ao sugerir que o uso de canetas emagrecedoras, medicamentos que contêm em sua composição o receptor do hormônio GLP-1, pode estar associado a uma redução no risco de desenvolvimento de variados tipos de câncer ligados à obesidade. Segundo informações da pesquisa, realizada com mais de 229 mil adultos nos Estados Unidos, pessoas que utilizavam esses medicamentos tiveram uma incidência até 41% menor de tumores em órgãos como pâncreas, endométrio, intestino, tireoide, além de uma diminuição também em casos de mieloma múltiplo e câncer de mama, em comparação com aquelas que apenas receberam orientações de dieta e prática de exercícios físicos.

A investigação acompanhou os participantes por dois anos de forma observacional, e os resultados indicam que, entre os diferentes fármacos analisados da classe do GLP-1, a semaglutida e a tirzepatida tiveram efeitos similares na redução do risco de câncer. Ainda assim, os autores alertam que a pesquisa não apresentou uma comparação direta entre esses medicamentos, deixando dúvidas sobre qual delas seria mais eficaz. A análise também reforça a importância de usar medicamentos originais e manter um acompanhamento médico constante, para evitar efeitos adversos.

O estudo reforça um ponto já conhecido: a obesidade, doença crônica que afeta atualmente mais de um terço da população brasileira, está relacionada ao aumento do risco de diversas outras enfermidades, incluindo diversos tipos de câncer, como o de cólon, reto e mama. Segundo dados do SISVAN, o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, cerca de 35% dos brasileiros estão com excesso de peso, enquanto aproximadamente 23% apresentam obesidade grau I e mais de 15% estão em níveis mais avançados, totalizando uma parcela significativa da população vulnerável a complicações de saúde.

Para os especialistas, embora os resultados sejam promissores, ainda é cedo para transformar essa descoberta em uma recomendação definitiva no tratamento da obesidade ou da prevenção do câncer. A pesquisa precisa ser complementada por estudos adicionais e por confirmações oficiais, que ainda não foram divulgadas no Brasil. A expectativa é que avanços nessa linha possam ajudar a alinhar tratamentos mais eficazes contra a doença, levando em consideração também o impacto na redução de doenças graves relacionadas ao excesso de peso.

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O que sabemos?

  • Estudo aponta que canetas injetáveis com receptor de GLP-1 reduzem risco de câncer relacionado à obesidade.
  • Pesquisa foi feita com mais de 229 mil adultos nos EUA ao longo de dois anos.
  • Uso de semaglutida e tirzepatida associados à menor incidência de tumores como os de pâncreas, tireoide, endométrio e intestino.
  • Obesidade afeta mais de um terço da população brasileira, aumentando risco de doenças graves.
  • A pesquisa não confirmou qual medicamento seria mais eficaz e recomenda acompanhamento médico.
  • Resultados ainda não foram oficialmente confirmados no Brasil.

Fontes

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