Saúde

Nova técnica com inteligência artificial pode identificar Parkinson a partir da escrita

Em apuração ?

Estudo com participantes brasileiros usou caneta biométrica para detectar sinais da doença em desenhos simples

Ilustração de caneta biométrica realizando desenho para detecção de Parkinson
Imagem: ScienceAlert

Pesquisadores indianos desenvolveram um sistema baseado em IA que analisa como pessoas desenham para identificar com precisão a doença de Parkinson, utilizando dados de um estudo realizado no Brasil com 66 participantes.

Identificar a doença de Parkinson precocemente é um desafio para a medicina devido à ausência de biomarcadores claros e acessíveis. Segundo estudo descrito na revista Discover Computing, uma equipe de pesquisadores da Índia criou um sistema baseado em inteligência artificial capaz de detectar a enfermidade com alta precisão, analisando a forma como as pessoas realizam desenhos simples durante testes de coordenação motora.

O experimento foi liderado pelo cientista da computação Ishan Ayus, da Siksha 'O' Anusandhan University, que utilizou uma base de dados de um estudo prévio realizado no Brasil. Este conjunto continha dados de 66 participantes, sendo 31 pessoas diagnosticadas com Parkinson e 35 indivíduos saudáveis, que executaram exercícios de desenho usando uma caneta biométrica inteligente. Esta caneta não apenas capturou as imagens desenhadas pelos participantes, mas registrou simultaneamente os movimentos das mãos durante o processo.

Os participantes foram solicitados a traçar dois tipos de símbolos: espirais e meandros — linhas contínuas com ângulos —, considerados eficazes para avaliar o controle motor e possíveis tremores em pessoas com Parkinson. A análise feita pela IA identificou diferenças sutis na penmanship, que humanos dificilmente perceberiam, para distinguir os homens com a doença daqueles sem sintomas.

Essa abordagem não invasiva, que alia testes simples e análise com algoritmos sofisticados, representa um avanço na possibilidade de diagnóstico precoce da doença, cujo crescimento em termos de incapacidade e mortalidade é o mais rápido entre os distúrbios neurológicos no mundo. Atualmente, o diagnóstico formal depende principalmente de avaliações clínicas, que podem não captar os sinais nas fases iniciais, dificultando intervenções eficazes.

Apesar das evidências promissoras, a divulgação desse teste foi feita por uma única fonte especializada, a ScienceAlert, e ainda depende de mais validações e estudos para confirmar sua aplicabilidade ampla. Ainda assim, o estudo realizado por Ayus e sua equipe abre caminhos inovadores na luta contra uma enfermidade que afeta o movimento e o controle muscular de milhões de pessoas globalmente.

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O que sabemos?

  • Sinais do Parkinson podem estar presentes em cabelos, sangue, cera de ouvido, fala, saúde mental e local de moradia.
  • Diagnóstico formal da doença ainda depende principalmente de avaliações clínicas.
  • Pesquisa na Índia desenvolveu sistema de IA para detectar Parkinson a partir de desenho usando caneta biométrica.
  • Estudo utilizou dados de 66 participantes brasileiros, 31 com Parkinson e 35 saudáveis, que desenharam espirais e meandros.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas pela ScienceAlert; aguarda confirmação por outras fontes.

Fontes

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