Saúde

Estudo associa consumo de alimentos ultraprocessados a maior risco de câncer de próstata

Em apuração ?

Pesquisa recente indica que homens que ingerem grande quantidade desses alimentos podem ter até 30% mais chances de desenvolver a doença

Imagem ilustrativa de alimentos ultraprocessados
Imagem: Revista Galileu

Uma análise com mais de 17 mil homens americanos sugere relação entre o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e aumento do risco de câncer de próstata, reforçando a preocupação com dietas industrializadas.

Uma nova pesquisa da Universidade Atlântica da Flórida revelou que homens que consomem alimentos ultraprocessados — como refrigerantes, cereais industrializados, salgadinhos e carnes processadas — podem apresentar um risco até 30% maior de desenvolver câncer de próstata. Esses alimentos são caracterizados por serem tipicamente feitos com gorduras refinadas, óleos, açúcares, amidos, sais e aditivos químicos, componentes que têm sido cada vez mais associados a problemas de saúde.

O estudo, publicado em 7 de agosto no The American Journal of Medicine, analisou dados do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) dos Estados Unidos, envolvendo mais de 17 mil homens com 18 anos ou mais, entrevistados entre os anos de 2003 e 2023. Para avaliar a relação entre dieta e câncer, os pesquisadores examinaram dois registros alimentares de 24 horas de cada participante, calculando a porcentagem de calorias diárias provenientes de alimentos ultraprocessados.

Com base nesse consumo, os voluntários foram divididos em quatro grupos, que iam de menos de 20% a mais de 44% das calorias oriundas desses alimentos. Na comparação dos extremos, os homens que consumiram as maiores quantidades apresentaram até 30% mais risco de desenvolver câncer de próstata em relação ao grupo que ingeriu menor proporção. Valores estatísticos ajustados para idade, raça, etnia, tabagismo e situação socioeconômica confirmaram um aumento do risco que variou entre 24% e 31%.

Essa constatação reforça uma preocupação já presente em outras pesquisas, que indicam a ligação do consumo excessivo de ultraprocessados a alterações no metabolismo, aumento da inflamação, estresse oxidativo e mudanças na microbiota intestinal. Contudo, segundo os autores, ainda não se tinha evidência específica sobre a associação direta desses alimentos com o câncer de próstata até o momento.

A relevância do estudo está em seu tamanho amostral e o período abrangente – duas décadas de acompanhamento nutricional de uma ampla população. Além disso, ele aponta para a importância de políticas públicas e mudanças alimentares que privilegiam alimentos frescos e minimamente processados, especialmente para a prevenção de doenças crônicas como o câncer.

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O que sabemos?

  • Homens que consomem mais alimentos ultraprocessados podem ter até 30% mais risco de câncer de próstata.
  • O estudo analisou dados de mais de 17 mil homens americanos entre 2003 e 2023.
  • Alimentos ultraprocessados são caracterizados por gorduras refinadas, açúcares, aditivos químicos, entre outros.
  • O risco se manteve entre 24% e 31% mesmo após ajuste para fatores como idade e tabagismo.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas pela Revista Galileu; outras fontes ainda não confirmaram.

Fontes

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