Casal morre com intervalo de 10 horas após diagnóstico de câncer raro em Mogi Guaçu
Jovem de 28 anos e sua mãe, ambas vítimas de câncer na mesma cidade, tiveram desfechos trágicos em menos de um dia
Cibele Marchis, de 28 anos, morreu após batalha contra câncer de suprarrenal, uma doença extremamente rara, e sua mãe, Maria Elisabete, faleceu horas depois, ambos em decorrência de cânceres agressivos na mesma cidade do interior de São Paulo.
Nesta semana, Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, foi palco de uma história dramática que mobilizou a comunidade local e chamou atenção para a raridade de certos tipos de câncer. Cibele Marchis, de 28 anos, morreu na quinta-feira (24), cerca de 10 horas antes de sua mãe, Maria Elisabete, que faleceu na manhã seguinte, ambas vítimas de cânceres considerados altamente agressivos. A coincidência de falecimentos em curto espaço de tempo chamou atenção para os graves diagnósticos familiares.
Segundo informações divulgadas por uma fonte médica, o caso de Cibele envolve um câncer de suprarrenal considerado extremamente raro. Essa glândula, localizada acima de cada rim, é responsável por produzir hormônios essenciais ao funcionamento do organismo. O tumor detectado nela, de acordo com especialistas, foi um caso primário, ou seja, que se originou na própria glândula, ao contrário da maioria dessas neoplasias, que geralmente são metástases de cânceres de outros órgãos, como pulmão, mama ou melanoma. A doença, segundo o oncologista consultado, apresenta uma incidência de apenas um a dois casos por ano para cada milhão de habitantes, tornando-se uma condição pouco comum.
Segundo o profissional, o diagnóstico do câncer de suprarrenal costuma envolver exames de imagem, como tomografia ou ressonância, além de análises de sangue ou urina. O tratamento varia de acordo com o tipo de tumor, podendo incluir cirurgia, quimioterapia e medicamentos específicos, como o mitotano, utilizado na tentativa de conter o crescimento dessas células. Ainda não há, contudo, uma confirmação oficial da forma exata de tratamento que Cibele utilizou, apenas que ela iniciou uma terapia em 2023 e passou por cirurgias. Por sua vez, a mãe, Maria Elisabete, enfrentava um câncer no pâncreas, considerado altamente agressivo, e estava internada desde o dia 17 de dezembro.
A tragédia também levanta uma questão importante sobre a gravidade dos cânceres primários na glândula suprarrenal, condição que, mesmo sendo rara, deve ser considerada no diagnóstico precoce e tratamento adequado. Segundo o oncologista, a maioria desses tumores não produção de hormônios, o que pode dificultar a identificação inicial, sendo muitas vezes descobertos tardiamente por meio de exames de rotina ou após o surgimento de sintomas. Ainda que a doença seja de difícil diagnóstico, ela exige atenção devido à sua rápida progressão e potencial de espalhamento.
O caso de Cibele e sua mãe, além de evidenciar a complexidade do câncer, também traz à tona a vulnerabilidade de pacientes que enfrentam doenças tão graves, especialmente quando diagnosticadas em fases avançadas. Ainda não há confirmações oficiais sobre o motivo exato do falecimento de ambas, nem detalhes específicos do tipo de câncer que as acometeu. A questão que fica é a de que, apesar de raro, o câncer de suprarrenal representa uma ameaça real e invisível na rotina de alguns pacientes, exigindo maior atenção da comunidade médica e da sociedade em geral para o diagnóstico precoce e o avanço em tratamentos mais eficazes.
O que sabemos?
- Cibele Marchis tinha 28 anos e morreu na quinta-feira (24) por câncer de suprarrenal.
- Maria Elisabete, sua mãe, faleceu na manhã de sexta-feira (25), também devido a um câncer.
- O câncer de suprarrenal é extremamente raro, com 1 a 2 casos por milhão de habitantes ao ano.
- A maioria desses tumores são metástases de outros cânceres, mas o de Cibele foi um tumor primário na glândula.
- A mãe de Cibele enfrentava câncer no pâncreas e estava internada desde o dia 17 de dezembro.
Fontes
- G1 imprensa





