Falta de doadores impede transplantes de fígado para crianças no Brasil
História de um menino de 7 anos ilustra dificuldades no sistema de doação de órgãos
Felipe, de 7 anos, passou por transplante de fígado devido a complicações de uma doença hepática causada por uma reação medicamentosa. A escassez de doadores no país dificulta procedimentos semelhantes.
No bairro de Praia Paulistinha, na zona sul de São Paulo, Felipe Oliveira Costa, de apenas 7 anos, consegue brincar em casa após passar por um transplante de fígado há quatro meses. A história, marcada por desafios médicos, revela uma questão alarmante no Brasil: a falta de doadores de órgãos que impede a realização de tratamentos essenciais, especialmente para crianças, que dependem de doações extremamente específicas e escassas.
Segundo informações da família, Felipe desenvolveu a síndrome de Stevens-Johnson em abril de 2025, uma reação grave a medicamentos que comprometeu seu fígado. Hospitalizado no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus e submetido ao difícil diagnóstico, ele apresentou sinais de insuficiência hepática e ascite — uma condição de retenção de líquidos na cavidade abdominal. Após seis meses de tratamento, o quadro evoluiu para cirrose hepática, uma doença crônica que ameaça sua vida.
O médico responsável pelo caso, de acordo com fontes, explicou que, diante da gravidade, foi indicado um transplante de fígado. A criança entrou na lista de espera para receber um órgão compatível, mas, devido à escassez de doadores, a alternativa foi o procedimento com doador vivo. Segundo o diretor do departamento de transplante hepático de um hospital conceituado em São Paulo, ele explicou que, inicialmente, buscava-se um fígado de doador falecido compatível com o tamanho e peso do Felipe. Como tal doação não se concretizou, a família foi abordada para oferecer uma parte do fígado do pai, que se prontificou a doar, uma prática comum em casos onde há doadores vivos disponíveis e em condições de doar.
Segundo o médico, a alternativa de doador vivo foi a única viável no momento, uma vez que a carência de órgãos compatíveis dificulta o acesso ao procedimento para muitas crianças na mesma situação. Ainda não há confirmação oficial se Felipe conseguiu o órgão de doador falecido ou se o procedimento com o doador vivo foi realizado, mas a história evidencia um problema que afeta o sistema de saúde brasileiro: a baixa taxa de doação de órgãos. Uma situação que justifica por que tantas crianças ficam à espera de um transplante que pode salvar suas vidas, mas que muitas vezes não acontece devido à insuficiência de doadores compatíveis.
Especialistas apontam que a falta de cultura de doação e de incentivos à doação de órgãos no Brasil aumenta a dificuldade de realizar transplantes, principalmente de fígado, que exige doadores específicos e com critérios rigorosos. Até o momento, o clube não se pronunciou oficialmente sobre o caso, e o que se sabe é que a história de Felipe destaca uma questão de saúde pública que ainda precisa ser enfrentada com políticas mais eficazes de doação e captação de órgãos.
O que sabemos?
- Felipe, de 7 anos, fez transplante de fígado há quatro meses por causa de cirrose hepática.
- A síndrome de Stevens-Johnson que ele desenvolveu foi causada por reação medicamentosa.
- A família relata que a condição evoluiu para insuficiência hepática grave e ascite.
- O procedimento de transplante foi realizado no Hospital Sírio-Libanês ou no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus.
- A escassez de doadores no Brasil dificulta procedimentos de transplante de órgãos, especialmente para crianças.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





