Saúde

Queda na fertilidade masculina global preocupa especialistas, mas ainda é pouco investigada

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Dados demonstram redução de espermatozoides desde 1973, com impacto potencial na saúde reprodutiva masculina

Queda na fertilidade masculina global preocupa especialistas, mas ainda é pouco investigada
Imagem: Folha de S.Paulo

Estudos recentes apontam uma queda de mais de 51% na contagem de espermatozoides ao redor do mundo desde 1973. Ainda assim, o problema permanece pouco discutido e subnotificado entre os homens.

Uma revisão de estudos publicada em 2026 na revista científica Antioxidants revela uma redução de mais de 51% na contagem de espermatozoides mundialmente desde 1973, uma tendência que vem se acelerando ao longo dos anos. Segundo essa pesquisa, o ritmo de declínio está ligado a fatores ambientais e de hábitos de vida que ainda não são totalmente compreendidos, mas que, aparentemente, afetam de forma significativa a fertilidade masculina.

Apesar do impacto evidente, a maioria dos homens ainda não busca investigar problemas de fertilidade com a mesma frequência que as mulheres. Segundo o biólogo reprodutivo Edidiong Akang, da Universidade de Lagos na Nigéria, "a infertilidade masculina é subestimada. É um problema enorme". Ele destaca ainda que na Nigéria, a redução na motilidade espermática — que mede a capacidade de os espermatozoides se deslocarem até o óvulo — chegou a 87% no mesmo período, indicando uma queda acentuada que impacta diretamente na capacidade de fertilização.

Akang reforça que a parcela masculina nos casos de infertilidade é

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