Saúde

Bebê recupera-se após nascer com cordão enrolado no pescoço e sofrer asfixia

Em apuração ?

Procedimento inédito na UTI neonatal de Votuporanga ajuda a salvar criança que passou por complicações graves após parto complicado

Imagem ilustrativa de uma incubadora neonatal em hospital
Imagem: G1

Uma bebê nascida com o cordão umbilical enrolado no pescoço e que sofreu falta de oxigênio durante o parto conseguiu se recuperar após um tratamento inovador na Santa Casa de Votuporanga. A menina, que nasceu em 27 de junho, passou por um protocolo de hipotermia terapêutica, elevando as expectativas dos profissionais de saúde e dos pais.

Uma bebê que nasceu em Votuporanga, interior de São Paulo, com o cordão umbilical enrolado no pescoço, passou por uma situação de risco extremo devido à asfixia perinatal, mas conseguiu se recuperar após um tratamento considerado inédito na região. Segundo informações obtidas com a Santa Casa local, ela nasceu no dia 27 de junho e enfrentou complicações neurológicas severas por conta da falta de oxigênio, além de convulsões silenciosas não perceptíveis a olho nu durante sua internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.

De acordo com o relato do pai da criança, Fagner Rodrigues de Andrade, de 26 anos, a demora no parto foi um alerta. Assim que a bebê nasceu, percebeu-se que o cordão estava enrolado ao redor do pescoço, o que, segundo ele, contribuiu para a condição de asfixia. O pai descreveu que, nesse momento, foi um impacto emocional difícil, especialmente ao ver sua filha entubada e rodeada por aparelhos na UTI. A mãe, Mayra Rodrigues Pereira Costa, de 18 anos, também passou por esse momento de apreensão, com a preocupação de possíveis sequelas neurológicas.

Segundo informações da equipe médica, a asfixia perinatal acontece quando o bebê não recebe oxigênio suficiente antes, durante ou logo após o nascimento, podendo causar danos no cérebro e afetar seu desenvolvimento. Ainda não há uma relação confirmada oficialmente entre o cordão enrolado e a asfixia, já que essas situações podem ocorrer por diversos motivos, mas o fato é que o quadro foi grave, com comprometimento neurológico que exigiu uma intervenção urgência.

Para proteger o cérebro da recém-nascida, a equipe médica optou por aplicar a hipotermia terapêutica, procedimento que consiste em reduzir a temperatura corporal do bebê de forma controlada por cerca de 72 horas. Esse método, utilizado para minimizar o metabolismo cerebral, ajuda a diminuir os processos que podem levar a lesões neurológicas posteriores à falta de oxigênio. Segundo a Santa Casa, esse tratamento de alta complexidade teve que ser iniciado nas primeiras horas de vida da menina, justamente para evitar sequelas mais graves, e contou com monitoramento contínuo para garantir sua eficácia. O procedimento, ainda pouco comum na região, foi considerado fundamental para a recuperação da bebê.

Após 32 dias de internação, a menina começou a respirar por conta própria, apresentou melhora clínica e recebeu alta da UTI em 24 de julho, deixando o hospital definitivamente cinco dias depois, em 29 de julho. Essa recuperação, ainda não confirmada oficialmente por outros especialistas ou instituições, é vista como um avanço importante, especialmente pela aplicação de uma técnica inovadora na cidade, que evitou a necessidade de transferência para outras unidades de maior complexidade.

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O que sabemos?

  • Bebê nasceu em 27 de junho com cordão umbilical enrolado no pescoço.
  • A bebê sofreu asfixia perinatal grave, com comprometimento neurológico.
  • Durante a internação na UTI neonatal, a criança apresentou convulsões silenciosas.
  • Tratamento de hipotermia terapêutica foi utilizado por cerca de 72 horas para proteger o cérebro.
  • A bebê recebeu alta após 32 dias de internação, em 29 de julho.

Fontes

  • G1 imprensa
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