Política

Suspeita de vínculos com crime para ao menos 30 candidatos nas eleições de 2024

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Justiça Eleitoral debate novos critérios para candidaturas ligados ao crime organizado

Candidato em uma eleição com fundo de urnas eletrônicas e magistrados em análise
Imagem: Folha de S.Paulo

Ao menos 30 candidatos em todo o Brasil estão sob suspeita de manter laços com atividades criminosas. Destes, 21 tiveram suas candidaturas indeferidas, enquanto outros 10 tiveram os registros autorizados pela Justiça, que adotou um novo entendimento em 2024.

De acordo com informações apuradas, ao menos 30 candidatos inscritos nas eleições de 2024 estão sendo investigados por suspeitas de manter vínculos com o crime organizado. Segundo fontes, esses questionamentos vêm da Procuradoria e da Justiça Eleitoral, que avaliam possíveis ligações desses candidatos com organizações criminosas.

Destes 30, 21 tiveram seus registros de candidatura indeferidos pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) após análises detalhadas dos indícios apresentados pelos magistrados. Ainda assim, pelo menos um deles foi posteriormente autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a concorrer, permanecendo na disputa até uma decisão definitiva. Ainda não há confirmação oficial de nomes ou detalhes específicos desses candidatos.

Até o momento, o Ministério Público questionou 10 candidatos com vínculo suspeito ao crime, mas a Justiça decidiu por manter os registros de candidatura, argumentando que não há provas suficientes contra eles. Os magistrados passaram a atuar com base em um novo entendimento estabelecido pelo TSE em 2024, que não exige condenação criminal em segunda instância — dado que a Lei da Ficha Limpa exige—, mas sim a apresentação de elementos que indiquem participação em milícias armadas ou atividades similares.

Outro dado relevante é que, neste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro criou uma figura conhecida como 'milícia de gravata'. Essa classificação visa impedir o registro de candidatos acusados de crimes contra a administração pública sem o uso de armas, reforçando a preocupação com candidaturas que possam estar ligados a grupos criminosos disfarçados de candidatos honestos.

Segundo fontes, também há casos de candidatos que renunciaram após questionamentos feitos pelos procuradores — uma estratégia que permite a eles continuarem na disputa até que a Justiça decida, em decisão final. Ainda não há uma listagem oficial de nomes ou regiões específicas, mas o tema tem ganhado destaque no debate sobre transparência e combate à corrupção na política brasileira.

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O que sabemos?

  • Ao menos 30 candidatos suspeitos de manter relação com o crime estão participando das eleições.
  • 21 candidaturas tiveram registros indeferidos pelos TREs após análise de indícios.
  • 10 candidatos tiveram seus registros autorizados pela Justiça, que não encontrou provas suficientes contra eles.
  • A mudança na interpretação da lei decorre de um entendimento do TSE em 2024, que não exige condenação criminal em segunda instância.
  • No Rio de Janeiro, foi criada a 'milícia de gravata' para barrar candidatos ligados a crimes sem uso de armas.

Fontes

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