Entenda as diferenças entre votos brancos e nulos e o impacto nas eleições de 2026
Conheça como esses votos são contabilizados e sua influência no resultado eleitoral
Votos em branco e nulos têm funções distintas na votação, mas ambos não são considerados votos válidos, influenciando a compreensão do comportamento eleitoral.
Na preparação para as eleições de 2026, uma dúvida comum entre eleitores é sobre a diferença entre votos brancos e nulos, e como esses votos afetam o resultado final. Segundo fontes da Justiça Eleitoral, embora ambos os tipos de votos pareçam semelhantes na prática, eles possuem diferenças na forma de registro, mas possuem efeito semelhante na contagem geral das eleições: ambos são considerados votos desconsiderados na apuração dos votos válidos.
O voto branco é aquele em que o eleitor decide não votar em nenhum candidato ou partido escolhido. Com a adoção das urnas eletrônicas, esse voto é registrado ao pressionar um botão branco, seguido do botão verde para confirmação. Antes das urnas, esse procedimento equivalia a deixar a cédula em branco. Já o voto nulo ocorre quando o eleitor digita um número que não corresponde a nenhum candidato ou partido existente na urna, confirmando a sua escolha dessa forma. Anteriormente, na época das cédulas de papel, era comum que o eleitor escrevesse um nome inexistente ou estranho na cédula, prática que também gerava votos nulos.
É interessante notar que, historicamente, houve episódios curiosos relacionados a votos considerados nulos. Nos anos 1950, por exemplo, o rinoceronte Cacareco recebeu cerca de 100 mil votos em São Paulo, enquanto no Rio de Janeiro, na década de 1980, o macaco Tião recebeu uma votação expressiva. Apesar desses recordes, nenhuma dessas candidaturas assumiu cargos políticos, pois esses votos eram considerados nulos. Segundo informações da Justiça Eleitoral, tanto votos brancos quanto votos nulos não contam para a definição de quem será eleito, pois apenas os votos válidos — ou seja, aqueles dados a candidatos e partidos devidamente registrados — são considerados nesse cálculo.
Apesar de não influenciarem na escolha dos candidatos, esses votos ajudam a compreender o comportamento do eleitorado. Ainda segundo a fonte, eles representam uma forma de protesto ou insatisfação, e seu percentual pode indicar a quantidade de eleitores que preferem não votar ou votar de forma inválida. Vale destacar que, para votar, o eleitor precisa estar com o documento de identificação, descobrir o número do título de eleitor, zona e seção, entender a ordem de votação na urna e saber se pode votar em candidatos de outro estado ou cidade, dependendo do cargo.
Com a proximidade das eleições, esclarecer essas dúvidas é importante para que o eleitor saiba exatamente como funciona o seu voto e o que ele representa no contexto democrático. O entendimento de que votos brancos e nulos, embora não alterem o resultado final, revelem tendências de insatisfação ou de protesto é fundamental para uma participação consciente nas urnas.
O que sabemos?
- Votos brancos e nulos não são considerados votos válidos na eleição.
- Voto branco é registrado ao pressionar botão branco e depois verde na urna eletrônica.
- Voto nulo é feito ao digitar um número inválido na urna eletrônica.
- Votos brancos e nulos não ajudam a eleger candidatos, mas refletem o comportamento do eleitorado.
Fontes
- G1 imprensa



