Política

MST consegue eleger quatro deputados para a Câmara, um a mais que em 2022

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Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra amplia sua representação na política federal e estadual

Reunião de ativistas do MST durante campanha eleitoral
Imagem: Folha de S.Paulo

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou a vitória de quatro candidatos para a Câmara dos Deputados, todos ligados à base do PT, aumentando sua presença na legislatura. Além disso, o movimento reivindica mais quatro nomes para as Assembleias Legislativas.

Segundo informações do próprio MST, o movimento conseguiu eleger quatro representantes para a próxima legislatura da Câmara dos Deputados, um a mais do que em 2022. Estes nomes já são conhecidos na política e, de acordo com a organização, todos fazem parte da base do Partido dos Trabalhadores (PT). Entre eles, estão Valmir Assunção, Marcon e João Daniel, que já estavam na disputa e conseguiram a reeleição. A novidade é Rosa Amorim, eleita por Pernambuco, que se tornou a primeira mulher dos Sem Terra a conquistar uma cadeira na Câmara federal, segundo o próprio movimento.

A eleição desses deputados ocorre em um contexto de forte atenção às atividades do MST na política brasileira. Ainda segundo o movimento, sua bancada na Câmara reforça sua presença e influencia na pauta de debates. Por outro lado, a atuação do MST na política passou por momentos de controvérsia na legislatura passada. A bancada ruralista, que representa interesses do agronegócio, conseguiu emplacar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o próprio movimento social. A CPI, presidida pelo deputado Coronel Zucco, do PL do Rio Grande do Sul, tinha como relator Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, que hoje está preso devido à sua participação na tentativa de golpe após as eleições de 2022.

O movimento também reforça sua influência ao eleger mais quatro nomes para as Assembleias Legislativas estaduais. Entre eles estão Adão Pretto Filho, reeleito no Rio Grande do Sul; Marina do MST, reeleita no Rio de Janeiro; Missias, que foi reeleito no Ceará; e Camilo Daniel, eleito na Sergipe, onde também já atuava como vereador por Aracaju. Ainda não há confirmação oficial de outros nomes ou detalhes adicionais, e o movimento não se pronunciou oficialmente sobre a totalidade dos seus resultados eleitorais.

Este avanço no parlamento, em meio a uma forte disputa político-partidária, demonstra a continuidade do fortalecimento da representação do MST na política brasileira, mesmo diante de episódios de conflito institucional e investigações. A questão do ativismo social rural se mantém em evidência, especialmente pelo fato de que seus eleitos representam uma parcela significativa dos movimentos sociais relacionados à reforma agrária e à luta por terras.

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O que sabemos?

  • MST elegeu quatro deputados federais para a próxima legislatura, um a mais que em 2022.
  • Todos os deputados eleitos integram a base do Partido dos Trabalhadores (PT).
  • Rosa Amorim, eleita por Pernambuco, foi considerada a primeira mulher dos Sem Terra a ocupar uma cadeira na Câmara.
  • A bancada ruralista conseguiu emplacar uma CPI contra o MST na legislatura passada, presidida pelo deputado Coronel Zucco, que virou governador do Rio Grande do Sul, e com relator Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente.
  • MST também elegeu quatro deputados estaduais em diferentes estados.
  • A confirmação oficial dos resultados completos ainda não foi divulgada; o movimento não se pronunciou oficialmente sobre o total de eleitos.

Fontes

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