Política

FCC dos EUA emite alerta sobre pesquisas eleitorais falsas, enquanto dúvidas aumentam

Em apuração ?

Autoridade de telecomunicações dos EUA recomenda atenção a informações não verificadas em período eleitoral

Casa de transmissões de rádio e televisão nos EUA,-
Imagem: CNN Brasil

Segundo fontes, presidente da FCC orienta emissoras a ficarem vigilantes quanto a pesquisas de opinião potencialmente fraudulentas, em meio a contexto de aumento de desconfiança nas sondagens.

Na última quarta-feira (22), o presidente da FCC, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, emitiu um alerta às emissoras licenciadas, recomendando que fiquem atentas a "pesquisas falsas" na época de eleições. Segundo uma fonte, o órgão não especificou quais pesquisas seriam fraudulentas, o que gerou dúvidas sobre o intervalo do aviso e sua necessidade. O anúncio ocorre em um momento de grande atenção às sondagens, já que várias de alta credibilidade revelaram que a aprovação do então ex-presidente Donald Trump atingiu mínimo histórico nos dias anteriores.

O alerta foi feito no mesmo dia em que uma empresa que se apresentava como instituto de pesquisas admitiu ser uma "entidade fictícia". Essa organização teria fabricado dados e enganado veículos de comunicação, uma situação que, segundo especialistas, representa um problema sério, mas que ainda não teve uma confirmação oficial das autoridades. Segundo informações de uma reportagem da CNN Brasil, essa admissão reforça a preocupação com a veracidade de algumas pesquisas divulgadas no período eleitoral e põe em xeque a confiança do público nesses dados.

Brendan Carr, um aliado próximo do ex-presidente Donald Trump e atual presidente da FCC, usou diferentes plataformas para divulgar seu posicionamento. Em uma publicação na rede social X, ele reforçou o conselho de que as emissoras precisam estar atentas a "pesquisas falsas". Contudo, não detalhou quais instituições ou estudos estariam sob suspeita, nem respondeu a pedidos de esclarecimento feitos pela CNN. A ausência de informações concretas levou especialistas a avaliarem que essa postura pode fazer parte de uma estratégia mais ampla, possivelmente para influenciar o campo eleitoral, especialmente quando há sinais de que os resultados das pesquisas podem não favorecer os republicanos na atual conjuntura.

De acordo com ex-membros da própria FCC, a mensagem de Carr não tem respaldo legal, pois a agência foi proibida pelo Congresso de impedir a transmissão de determinados pontos de vista, garantindo a liberdade de expressão. Esses profissionais alertam que a prática de usar o órgão para contestar a credibilidade de certas pesquisas pode ser uma tentativa de manipular o clima político, especialmente considerando o atual cenário de insatisfação popular com a economia e o governo federal. Ainda que o órgão tenha o papel de fiscalizar e conceder licenças às emissoras, sua influência na orientação editorial é limitada, mesmo com tentativas recentes de Carr de exercer Pressão sobre radiodifusores.

Enquanto a controvérsia aumenta, o ex-presidente Trump tem feito acusações recorrentes de que pesquisas de opinião são "falsas" e tem ameaçado ações contra institutos de pesquisa que lhe sejam desfavoráveis. Em pronunciamentos e comícios, Trump afirmou ter "lutado contra institutos" e prometeu recorrer a medidas judiciais contra pesquisadores e veículos que divulgarem dados contrários à sua narrativa. Ainda assim, episódios recentes indicam que essa estratégia não tem sido suficiente para impedir a circulação de sondagens que mostram um cenário eleitoral mais desfavorável ao republicano, como uma decisão judicial em Iowa que rejeitou uma ação movida por Trump contra uma importante empresa de pesquisa e um jornal regional, segundo a fonte citada pela CNN Brasil.

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O que sabemos?

  • FCC alertou emissoras sobre pesquisas falsas
  • Alerta foi feito na quarta-feira (22)
  • Empresa fictícia admitiu fabricar dados
  • Trump acusa pesquisas de serem falsas e prometeu ações judiciais

Fontes

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