Política

Último debate presidencial antes do segundo turno traz estratégias distintas para candidatos

Em apuração ?

Analistas avaliam expectativa de postura moderada de Flávio Bolsonaro e dificuldades de Lula

Cena do debate presidencial com candidatos e jornalistas
Imagem: CNN Brasil

O debate final antes do segundo turno acontece nesta sexta-feira, na TV Globo, e promete influenciar a disputa com posturas e discursos diferentes por Flávio Bolsonaro e Lula, segundo análise de especialista.

Com o segundo turno das eleições presidenciais se aproximando, o cenário político permanece bastante competitivo, e o último debate entre os candidatos promete ser decisivo. Segundo o cientista político Lucas de Aragão, da consultoria Arko Advice, as estratégias de ambos os concorrentes para o encontro de sexta-feira (23), na TV Globo, estão se moldando diante do clima de tensão e de uma campanha que já entrou na reta final.

De acordo com Aragão, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deverá adotar uma postura mais moderada neste debate, evitando ataques agressivos e deboches. Ele afirmou durante o programa Hora H desta quarta-feira (21), que, pela conversa com a equipe de campanha, "não será aquele tom tão agressivo". Essa mudança de tom seria uma tentativa de conquistar o eleitor indeciso e evitar uma rejeição maior, característica de estratégias mais confrontadoras adotadas anteriormente.

Por outro lado, o analista apontou que Lula enfrenta uma questão específica durante as discussões: a tendência do candidato a improvisar, contrariando orientações de seus assessores. Aragão destacou que, apesar do treinamento, Lula costuma mudar sua postura e fala durante os debates, dificultando uma campanha mais alinhada e planejada. Ainda segundo ele, a campanha de Flávio deve explorar declarações de uma determinada pessoa, que, segundo análises internas, teriam prejudicado Lula na campanha anterior, ajudando a direcionar a pauta do debate a favor do representante do PL.

Apesar do clima de conflito potencial, Aragão acredita que há uma chance de os candidatos adotarem uma postura mais propositiva no último embate. Ele destacou que, enquanto os debates anteriores tinham sido marcados por ataques e falta de impacto nos eleitores indecisos, agora ambos podem buscar uma abordagem mais centrada, visando convencer o público que ainda não decidiu seu voto. O especialista também comentou que Flávio Bolsonaro mantém uma leve vantagem na corrida, embora Lula tenha conseguido movimentar bastante a disputa nas últimas semanas, mesmo estando atrás na preferência de votos.

Por fim, Aragão ressaltou que o estoque de votos disponíveis para Lula não é dos mais favoráveis, já que a maioria dos eleitores que se dividiram entre os candidatos eliminados no primeiro turno tende a ter uma posição mais antipetista. Apesar disso, o especialista observou que Lula conseguiu gerar fatos novos na campanha, o que ajudou a movimentar a disputa, incluindo estratégias para tentar reduzir a abstenção, principalmente na região Nordeste. Ainda de acordo com ele, há uma expectativa de que a divisão de votos entre os eleitores da chamada terceira via seja de aproximadamente 60% para Flávio e 40% para Lula, segundo análises de uma fonte de relacionamento com a campanha do PT.

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O que sabemos?

  • O debate será na TV Globo, na sexta-feira (23).
  • Analistas avaliam que Flávio Bolsonaro deve adotar tom mais moderado.
  • Lula tende a improvisar durante os debates, segundo especialistas.
  • Campanha de Flávio deve explorar declarações que prejudicaram Lula.
  • Lula conseguiu movimentar a disputa nas últimas semanas, mesmo saindo atrás.

Fontes

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